"Já o torneio público. [Se fosse presidente do partido] votaria contra [o OE 2020]. Já deixei claro essa posição, depois de analisar o documento. É um documento que vem em linha com os últimos quatro Orçamentos apresentados pelo PS", disse Pinto Luz aos jornalistas, à margem de um encontro com dirigentes e militantes em Seia, no distrito da Guarda.

Segundo o social-democrata, "o PS optou por se aliar, mais uma vez, às forças radicais de esquerda e, por isso, o PSD não tem outra opção que não votar contra um Orçamento que penaliza ainda mais as famílias, tem a maior carga fiscal dos últimos mais de 30 anos".

"E isso é sinalizador de um único caminho possível para o PSD, que é votar contra este Orçamento", defendeu.

Questionado sobre que atitude tomaria em relação ao OE se fosse líder nacional do partido, Pinto Luz respondeu que não coloca "pressão" sobre o assunto.

"Não. Eu não ponho pressão. O presidente do partido [Rui Rio] tem os seus ‘timings', tem a sua forma de agir e estou perfeitamente convicto que, na altura certa, tomará a posição pública. Eu já a tomei".

Acrescentou que Rui Rio tem "o tempo que entender para tomar essas posições públicas".

"Não o pressionei no passado para saber se ia ser candidato ou não, não o pressiono agora. Cada qual tem a sua forma de estar na vida e na política em particular e eu respeito muito os tempos de cada um", rematou.

O candidato às eleições de 11 de janeiro para a liderança do PSD, em que terá como adversários Rui Rio e Luís Montenegro, deslocou-se hoje ao distrito da Guarda, e transmitiu uma mensagem de "enorme esperança" em relação ao Interior que, em sua opinião, "está esquecido".

Miguel Pinto Luz considera que o PSD tem que ter "uma resposta e "uma palavra a dizer" sobre o Interior que está "despovoado".

Referiu que os Açores e a Madeira também são duas "regiões ultraperiféricas" e que "têm sido muitas vezes esquecidas", daí que na sua candidatura, tem "dedicado muito tempo" ao Interior e às Regiões Autónomas.

"Precisamente para simbolizar esta necessidade de o PSD deixar de ser um PSD que é incapaz de apresentar uma solução para este desequilíbrio profundíssimo que existe hoje no território nacional. Temos áreas metropolitanas pujantes, fervilhantes, e depois temos o Interior que cada vez está mais esquecido e as soluções que têm sido apresentadas ao longo dos anos não têm sido suficientes", afirmou.

O candidato social-democrata adiantou que os contactos e as deslocações que tem feito pelas regiões do Interior servem para reunir informação e conhecimento para "implementar políticas que possam mitigar" o "flagelo do despovoamento do Interior".

As medidas que Pinto Luz tem para as regiões mais desfavorecidas serão reveladas no momento da apresentação do seu programa eleitoral, em janeiro.

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