“Disse no último congresso que sou passista, sou cavaquista, até era ‘rioísta’, hoje digo com convicção que sou, acrescento, ‘montenegrista’”, afirmou Miguel Pinto Luz na sua intervenção desde o púlpito no 40.º Congresso do PSD, no Porto.

Para o antigo candidato à liderança, o problema do PSD “não é nem nunca foi o excesso do debate ou a diferença de opiniões”, mas sim “querer acabar com essa diversidade” e acreditar “num pensamento único”.

“Foi perder mais tempo a convidar uns a sair, do que a entrar por aquelas portas. Foi perder mais tempo a criticar os nossos do que a fazer oposição aos governos que passaram lá fora”, criticou.

Na opinião de Pinto Luz, “culpar os outros” pelos “fracassos” do partido “infelizmente é coisa que fez escola nos últimos anos no PSD”.

“Estou muito feliz. Depois de vários atos de algum sectarismo vejo caras que já não via neste congresso há muito tempo. Não pensem que as minhas palavras são uma espécie de acerto de contas com o passado, é genuína preocupação com o nosso futuro”, afirmou.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Cascais, “só um partido capaz de viver bem com a diversidade, com a diversidade de opiniões podem implementar verdadeiras reformas” e “só um líder capaz de viver bem com a discordância pode ter um programa verdadeiramente reformista”.

“Luís Montenegro mostrou aqui, ontem, que tem essa vontade e tem a legitimidade de um resultado eleitoral expressivo que todos temos que respeitar. O PSD tem urgentemente de voltar a ser uma voz ouvida, voltar a liderar os debates que interessam, voltar a ser uma alternativa”, elogiou.

Miguel Pinto Luz foi candidato à liderança em 2020 contra Rui Rio e Luís Montenegro, tendo ficado em terceiro lugar com menos de 10% dos votos.

No último congresso, em dezembro do ano passado, encabeçou uma lista ao Conselho Nacional, a segunda mais votada a seguir à da direção, ficando mesmo à frente da então apoiada por Luís Montenegro.

O vice-presidente da Câmara de Cascais fez na última reunião magna um discurso contracorrente e alertou para o risco do PSD se tornar “assustadoramente pequeno” em números e mentalidade, mas não apresentará desta vez lista ao Conselho Nacional.

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