A marcha, que percorreu várias ruas da capital cubana e terminou no monumento dedicado aos estudantes fuzilados em 27 de novembro de 1871, teve a participação do Presidente do país, Miguel Díaz-Canel, que, em declarações na rede social Twitter, evocou o “atroz crime” de “oito jovens inocentes”, acusados à época de profanar a sepultura de um jornalista espanhol.

O acontecimento é considerado um dos piores crimes da época colonial e ocorreu quando as regiões do Centro e Leste de Cuba viviam a Guerra dos Dez Anos (1868-1878), a primeira das etapas da insurreição contra o domínio espanhol.

Hoje, no primeiro aniversário da concentração pacífica de mais de 300 artistas e intelectuais cubanos em Havana, para exigir o fim da censura e da repressão, a administração norte-americana lamentou que o regime cubano “tenha reafirmado a sua determinação em silenciar artistas, ativistas e jornalistas independentes”.

“Após a concentração histórica em frente ao Ministério da Cultura, no ano passado, os cubanos pediram repetidamente ao seu Governo liberdades fundamentais, democracia e respeito pelos direitos humanos”, assinalou em comunicado o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, criticando que, “em cada ocasião, o regime [cubano] desperdiçou a oportunidade de diálogo”.

Tanto a concentração, como a reunião que se seguiu entre artistas e Governo, que culminou com um pré-acordo de diálogo, marcaram um precedente histórico em Cuba, onde não existe o direito à manifestação e as instituições raras vezes aceitam dialogar com grupos independentes da sociedade civil.

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