A informação está a ser anançada pela organização "Human Rights Watch", que pede à Turquia que abra sua fronteira. A organização acusou, ainda os guardas fronteiriços turcos de disparar contra os refugiados que se aproximam da passagem fronteirça de Azaz, quando tentavam fugir dos confrontos entre os jihadistas EI e grupos rebeldes, na província de Aleppo.

A província é, por estes dias, o cenário de combates cada vez mais violentos em várias frentes, o que ameaça a frágil trégua negociada pela Rússia e os Estados Unidos, e que estava a ser globalmente respeitada desde 27 de fevereiro. Estes ataques também podem ter consequências para a nova ronda de negociações que acontece em Genebra para tentar obter um acordo de paz.

"Estão a acontecer intensos combates entre os rebeldes e o EI, após um avanço dos jihadistas que assumiram o controlo de seis localidades perto da fronteira turca", informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). A mais importante das localidades é Hiwar Kallis, situada a um quilómetro da fronteira, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

De acordo com o The Guardian, o avanço do EI apanhou de surpresa as forças de oposição síria depois de 12 dias de ganhos em termos territoriais na mesma área. Nesta zona encontra-se a aldeia de Dabiq, um local simbólico para os líderes do EI que, segundo o The Guardian, acreditam que se trata do epicentro onde será realizada a derradeira luta pelo domínino do mundo. Unidades ligadas ao Exército de Libertação da Síria (ELS), que lideraram a ofensiva, afirmaram que a intenção do EI não era tomar Dabiq, mas sim abrir caminho mais a norte, até à cidade de Minbij, que fica a meio caminho entre os dois maiores bastiões do EI na área, Al-Bab e Raqqa.

Nas últimas semanas, os combates entre o EI e os rebeldes intensificaram-se perto da fronteira, e também entre os participantes no conflito. Desde domingo passado, mais de 100 combatentes morreram, entre soldados, milicianos pró-regime, jihadistas e rebeldes, segundo o OSDH.

Na ofensiva liderada pelo EI, também dez campos de refugiados improvisados, que albergavam de momento milhares de deslocados sírios, foram destruídos, o que levou a uma nova fuga de cerca de cinco mil pessoas para a passagem fronteiriça de Azaz. O The Guardian escreve que, segundo testemunhas no local, os elementos do EI usaram um megafone onde exigiram às pessoas que se encontravam no local que se fossem para as áreas sob sua influência. O mesmo meio refere ainda que muitas pessoas tentaram entrar na Turquia mas que foram alvo de um tiroteio por parte das forças turcas.

"É suposta a fronteira ser um refúgio, mas é uma barreira que quer empurrar-nos de volta para o inferno", afirmou Abdul Aziz Rizk, um refugiado que fugiu do acampamento de Iqdah acrescentando que "tudo o que queremos é sair daqui".

A passagem fronteiriça de Azaz tem permanecido fechada a maior parte do ano, com a Turquia a resistir à pressão de permitir êxodos de refugiados.

Washington preocupado com informações sobre ofensiva síria em Aleppo

Os Estados Unidos manifestaram ao Grupo Internacional de Apoio à Síria (ISSG) a sua "viva preocupação" a respeito de informações sobre uma ofensiva do Exército sírio, com o apoio da Rússia, "perto de Aleppo", o que pode constituir uma violação do cessar-fogo em vigor.

"Estamos muito preocupados por informações a respeito de uma ofensiva do regime sírio perto de Aleppo e informações segundo as quais esta ofensiva é apoiada por ataques aéreos russos", declarou à AFP um alto cargo americano que não revelou nome.

"Expressamos a nossa viva preocupação a todos os nossos parceiros no ISSG, incluindo a Rússia", acrescentou.

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