Conheceu-se esta possibilidade através do primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião com o Presidente da República em Belém, quando disse que, com a proposta de estado de emergência, "não pode haver dúvidas de que se podem mobilizar recursos humanos, seja no setor público ou no privado, designadamente elementos das Forças Armadas, ou servidores públicos que, não estando infetados ou impossibilitados de trabalhar, se encontram em situação de recolhimento por integrarem setores de risco, mas que podem ser devidamente utilizados".

Mais tarde, na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à RTP1, confirmou isto mesmo. Para o Presidente, o estado de emergência está a ser ponderado para albergar a ampliação do rastreio com a inclusão das Forças Armadas, privados, entre outros, de forma a identificar cadeias de transmissão; e para criar condições acrescidas para utilização de meios do setor privado e do setor social e cooperativo.

As Forças Armadas têm uma linha semelhante à linha SNS 24 a funcionar, desde o início da epidemia, destinada apenas a militares, forças de segurança e membros dos serviços de informações, bem como suspeitos de terem sintomas de Covid.

Esta terça-feira, o jornal Público avança que vão decorrer reuniões com o Ministério da Saúde, nos próximos dias, para definir os moldes dessa colaboração militar. Recorde-se que os militares já prestaram apoio na desinfeção de escolas e lares.

O jornal diário noticia também que os ramos militares estão preparados para convocar os médicos e enfermeiros na reserva. Até agora, eram apenas convidados a apresentarem-se ao serviço de forma voluntária. Contudo, a ser decretado estado de emergência, deverão ser mesmo convocados.

No passado sábado, quando o primeiro-ministro se dirigiu ao país para anunciar novas medidas de combate à pandemia, falou da contratação de enfermeiros já reformados para reforçar equipas de rastreamento de contactos.

Após reunião de Conselho de Ministros, António Costa também frisou as cinco regras a ter em conta: distância entre as pessoas, uso de máscara, etiqueta respiratória, lavar as mãos e usar a aplicação Stayaway Covid.

Ouvido pelo Público, o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Ricardo Mexia, pede recursos: "As unidades de saúde pública estão assoberbadas, têm que ser reforçadas, já não estamos em fase de ser esquisitos”, diz. “As outras tarefas [rastreio de contactos] são mais simples, mas também espero que, venha quem venha, estudantes, reformados, militares, não venha contrariado, à força”.

Em Portugal, morreram 2.590 pessoas dos 146.847 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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