“Esta é uma discussão seminal, fundacional. Daqui sai algo absolutamente fundamental: A vontade e a decisão de fazer mais pelo espaço europeu de investigação. Isso, parecendo pouco, é verdadeiramente muito. Temos a pedra basilar que vai construir um espaço europeu de educação”, considerou o ministro da Educação português, depois de intervir no painel dedicado às Competências Essenciais e à Promoção de Valores Comuns.

“Acima de tudo, o que a Europa está a fazer, e o que esta iniciativa nos traz, é a ideia de que temos de pensar transnacionalmente a educação. A educação, ao contrário de muitas outras políticas na Europa, não é uma política comunitária”, ressalvou.

O ministro da Educação explicou que, no encontro, foram debatidas formas como os Estados-Membros podem, por muito que as políticas públicas sejam nacionais, aumentar e alavancar o esforço transnacional para que a educação dos cidadãos europeus seja mais conseguida.

“Dizia-se, na discussão em que participei agora com outros ministros, que era [um processo] complexo, porque muitos europeus não tinham consciência que eram europeus. E eu trouxe à discussão outra questão ainda mais fundacional: muitos dos nossos cidadãos não têm consciência inclusiva de que têm cidadania plena”, prosseguiu.

Entre os temas debatidos, Tiago Brandão Rodrigues destacou a questão da mobilidade, na qual sobressaem os programas Erasmus e Erasmus +, e a da inclusão.

“É uma discussão entre todos os ministros e decisores na Europa de podermos articular boas práticas e, entre todos, podermos melhorar as nossas políticas nacionais, em conjunção com outros países”, concluiu.

A I Cimeira Europeia da Educação teve como tema global “Lançar as bases do Espaço Europeu da Educação: para uma educação inovadora, inclusiva e assente em valores”.

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