"Nós conseguimos apoiar a retirada do Afeganistão de todos os cidadãos afegãos que tinham colaborado com as forças nacionais portuguesas destacadas e que responderam ao nosso contacto e que conseguiram comparecer no aeroporto de Cabul", disse Augusto Santos Silva à agência Lusa, questionado sobre uma reportagem da RTP que deu conta que Portugal só conseguiu retirar 56 dos 156 afegãos previstos.

Segundo Augusto Santos Silva, "é muito provável" que muitos dos afegãos identificados pelo Governo português e que não responderam aos contactos não tenham embarcado e que muitos podem ter "regressado enquadrados em missões de resgate de outros países".

"Como se compreende, esses cidadãos afegãos que trabalharam connosco, designadamente como intérpretes, não trabalharam apenas para nós, portanto, podem ter vindo apoiados por outros países com que haviam trabalhado, como haviam trabalhado para as missões portuguesas", salientou.

Augusto Santos Silva sustentou que o Governo português apoiou "o regresso de todos" os afegãos que trabalharam com o Governo português e que chegaram ao aeroporto de Cabul.

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