"Decidi suspender o pagamento de quaisquer emolumentos nos consulados portugueses em Moçambique durante um período de 90 dias para que as dificuldades de pagamento que existem hoje na Beira não sejam nenhum obstáculo" às solicitações dos portugueses, afirmou Augusto Santos Silva, numa conferência de imprensa no ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué já provocou mais de 300 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos desde segunda-feira.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil “estão em situação de risco”, tendo decretado o estado de emergência nacional.

Na conferência de imprensa de hoje, Augusto Santos Silva adiantou que o consulado português na Beira ficou "extremamente danificado, mas encontra-se em funcionamento" e disponível para o atendimento de cidadãos português, europeus e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Infelizmente há registo de várias dezenas de portugueses que perderam os seus bens e as suas casas e estão a viver em soluções provisórias ou precárias", declarou o chefe da diplomacia portuguesa, sublinhando que não há, até ao momento, registo de vítimas de nacionalidade portuguesa, embora a embaixada de Portugal em Moçambique tenha recebido pedidos de localização de 30 cidadãos.

O chefe da diplomacia portuguesa anunciou ainda que, na sexta-feira, deverá chegar à cidade da Beira uma equipa de cinco elementos da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas que vai reforçar os recursos da embaixada e consulados em Moçambique, para poder responder rapidamente às solicitações.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira, em consequência do ciclone, considerando que se trata da “pior crise humanitária no país".

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