“A Moldova é um país neutro, mas a neutralidade não significa isolamento, pelo contrário, é necessário investir na defesa do nosso país”, afirmou Popescu, citado pelo portal Protv.md.

O ministro moldavo lembrou ainda que o seu país assinou um acordo de associação com a NATO em 2016.

Questionado numa conferência de imprensa com o ministro britânico para a Europa, Leo Docherty, sobre a possibilidade de solicitar a entrada do país na NATO, como fez o Presidente ucraniano na semana passada, o chefe da diplomacia moldava limitou-se a afirmar que o seu país “precisa de continuar a fortalecer esta associação”.

“Isso envolve o fortalecimento da defesa e o aprofundamento da cooperação nesta esfera”, disse o ministro moldavo.

Segundo o diplomata, para os moldavos “é importante sentirem-se protegidos”.

“Para isso, precisamos de ferramentas modernas de defesa, tanto na esfera militar quanto na cibernética, económica e energética. Isso implica também a modernização do nosso potencial de defesa de acordo com os mais altos padrões internacionais”, explicou.

O chefe da diplomacia moldava defendeu a necessidade de aprofundar a cooperação com parceiros “que apoiem a independência, integridade territorial, liberdade e democracia” na Moldova. Para isso, Chisinau está em diálogo com os Estados Unidos, o Reino Unido, a União Europeia (UE) e a NATO.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou a adesão à NATO em 30 de setembro, em resposta à anexação da Rússia das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.

Zelensky assinou o pedido de adesão à aliança, através do procedimento de urgência, na conclusão de uma reunião urgente do Conselho de Segurança e Defesa Nacional em Kiev, argumentando que a Ucrânia e a NATO já são aliadas de facto e que o Exército de Kiev cumpre os requisitos necessários.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou, por sua vez, que as portas da NATO “permanecem abertas” para a Ucrânia, mas lembrou a Kiev que há um processo a seguir para entrar na Aliança Atlântica.

Além disso, Blinken evitou responder se o seu país apoiaria um procedimento de urgência de adesão à Aliança Atlântica, como o que a Suécia e a Finlândia seguiram este ano.

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