O cantor e compositor Charles Aznavour, de 94 anos, morreu na noite de domingo, disse hoje o seu assessor de imprensa, à agência francesa de notícias, AFP.

Aznavour, segundo a AFP, morreu no seu domicílio na Provença, no Sul de França.

Charles Aznavour atuou em dezembro de 2016, em Portugal, e escreveu um fado para Amália Rodrigues, "Aïe Mourrir pour toi", por quem confessara um profunda admiração e amizade.

Com uma carreira com cerca de 70 anos, como cantor, ator e compositor, Aznavour escreveu mais de mil canções em francês, inglês, italiano, espanhol e alemão, vendeu mais de 100 milhões de discos, tendo partilhado o palco com cantores como Edith Piaf, Charles Trenet, Dalida e Yves Montand, entre muitos outros.

O crítico musical Stephen Holden, da revista norte-americana Rolling Stone, descreveu Aznavour como uma “divindade pop francesa”.

Bryan Ferry, Elton John, Carole King, Paul Anka, Frank Sinatra, Dean Martin, Sting, Marc Almond, Herbert Gronemeyer, Simone de Oliveira e Laura Pausini são alguns dos artistas não-franceses que gravaram temas de Aznavour.

A versão em inglês da canção “Tous les visages du monde” (1974), “She”, por Elvis Costello, alcançou o 1.º lugar do top do Reino Unido “três vezes mais depressa do que a gravada por Costello para a banda-sonora do filme ‘Notting Hill’", realça a mesma fonte.

Em 1998, Aznavour foi eleito “Entertainer of the century” pelos consumidores de marcas globais de media como a CNN e a Time Online, somando 18% das preferências mundiais e superando Bob Dylan e Elvis Presley, refere a produtora do espetáculo.

De origem arménia, o músico fundou a organização não-governamental Aznavour For Arménia, como resposta ao terramoto naquele país, em 1988.

Tanto em França, onde apoiou Jacques Chirac contra Jean-Marie le Pen, nas presidencias de 2002, como no Parlamento Europeu, Aznavour “participou em várias iniciativas em defesa dos direitos dos artistas e da lei dos direitos de autor”.

Em 1997, a França reconheceu o papel do músico na história da canção francesa, distinguindo-o com o grau de Oficial da Legião de Honra.

Aznavour era embaixador permanente da UNESCO, e o Estado da Arménia concedeu-lhe, em 2008, a nacionalidade arménia. Anteriormente o cantor tinha recebido a Ordem da Pátria, a mais alta condecoração da antiga república soviética e uma das praças da capital, Yerevan, tem o seu nome.

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