O monumento foi encerrado na sequência das cheias no rio Mondego, em Coimbra, em 11 de janeiro e 13 de fevereiro deste ano, tendo a água atingido cinco metros de altura nalguns locais do seu interior.

“Apesar de ainda serem visíveis as marcas da presença recente das águas”, o espaço “vai de novo estar acessível aos visitantes, após cuidado e controlado trabalho de retirada das águas e dos sedimentos que entretanto se instalaram”, revela, numa nota hoje divulgada, a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC). O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, “aberto ao público em abril de 2009, em resultado de um grande projeto de valorização, que o libertou das terras e detritos que o mantiveram parcialmente oculto durante mais de três séculos, volta agora a ter todos os seus espaços e serviços disponíveis à fruição pública”, a partir de quinta-feira, 31 de março, assegura aquele organismo.

Os danos provocados pelas cheias no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha "estimam-se entre 450 mil a 600 mil euros", disse, em 12 de fevereiro, a diretora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro. A responsável atribuiu, então, a responsabilidade das cheias à EDP, concessionária da Barragem da Aguieira, no Mondego, considerando que sem as "descargas abruptas" que ocorreram a inundação "não aconteceria".

Há "danos irreversíveis", sustentou na mesma altura a diretora regional, exemplificando com argamassas e rebocos antigos, "que vão cair", e desenhos de uma das salas do monumento, "que, possivelmente, serão irrecuperáveis". Além disso, a zona onde arqueólogos fazem escavações "está danificada" e a chamada "cozinha" do Mosteiro está "completamente escavada [pela água] e tem de ser renovada", exemplificou, na mesma altura, Celeste Amaro.

O Mosteiro nunca tinha "sido inundado" depois da sua reabertura, na sequência da intervenção que foi concluída em 2009 e custou cerca de 16 milhões de euros, seis milhões dos quais no sistema de contenção de águas. Apesar de o sistema instalado no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha ser "um bom sistema", terá de se repensar "o que fazer” para que o monumento “não volte a ser alagado", defendeu Celeste Amaro.

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