Em resposta escrita à Lusa, fonte oficial da gestora indicou que “o abastecimento ao Aeroporto Humberto Delgado decorre, hoje, com maior regularidade do que ontem [segunda-feira]. No entanto, o fluxo de combustível ainda não é suficiente para retirar as medidas de restrição ao abastecimento das aeronaves”.

A ANA adiantou também que está “em conjunto com o Governo, empresas petrolíferas, companhias aéreas e ‘handlers’ [empresas de assistência aos passageiros e aos aviões], a acompanhar e a avaliar a situação, com vista à minimização do impacte na operação”.

Durante o primeiro dia da greve, que ocorreu esta segunda-feira, dia 12, a ANA deu conta de que o ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado era "insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”.

Numa resposta escrita enviada à Lusa na segunda-feira, gestora aeroportuária informou que estava a avaliar continuamente o impacto da greve dos motoristas no abastecimento de combustível nos aeroportos da sua rede.

O ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado nessa altura levou à implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves”, segundo a mesma fonte.

Esta é uma medida preventiva para dosear o combustível, tendo em conta a dificuldades de abastecimento.

Com estas iniciativas, as companhias aéreas poderão abastecer noutros aeroportos ou antes de voar para Lisboa.

A greve que começou na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

Ao fim do primeiro dia de paralisação, o Governo decretou a requisição civil, alegando o incumprimento dos serviços mínimos.

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