Estes pagamentos, segundo o Jornal de Notícias (JN), foram acordados para compensar Maria Ascenção Pina, mulher de Licínio Pina, depois desta ter abandonado a sua carreira de professora para se dedicar a apoiar o marido.

A justificação para a subvenção dada num valor mensal líquido superior a dois mil euros, indica o jornal, foi dada pelo presidente do Grupo Crédito Agrícola numa carta datada de 2018. Nela lê-se: "A minha esposa é há mais de 36 anos o meu fator de equilíbrio e sempre me ajudou. Quando aceitei este desafio, coloquei como condição tê-la ao meu lado".

“Para o exercício das minhas funções e responsabilidades, necessito de disponibilidade total e, acima de tudo, estabilidade emocional”, defendeu Licínio Pina na missiva, adiantando ainda que o pagamento foi aprovado pelo banco e que não representava “custo adicional” ao grupo pois era retirado da sua remuneração bruta.

Esta carta, porém, conhece-se porque foi escrita em resposta a uma outra mensagem anónima que circulou no Grupo Crédito Agrícola a denunciar o caso. Essa mesma missiva chegou mesmo ao Banco de Portugal, que pediu esclarecimentos ao CA quanto a este pagamento e a outros casos.

Este pagamento, no entanto, já não está a ser efetuado, confirmou uma fonte oficial do CA ao JN. “Na situação atual (…) não existe nenhuma ligação da esposa ou de qualquer outro familiar do eng.o Licínio Pina ao CA”, informou a fonte, adiantando também que a carta que chegou ao Banco de Portugal “deve ser uma carta divulgada para as Caixas Agrícolas na sequência de denúncias anónimas e reportadas ao mandato de 2016-2018. O mandato atual de 2019-2021 está devidamente autorizado pelas autoridades reguladoras”.

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