O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, teve 103.614 visitantes no primeiro semestre deste ano, num aumento de 22 mil entradas face ao mesmo período de 2015, indicou à agência Lusa fonte daquela entidade.

Entre janeiro e junho de 2015, o museu teve 81.239 visitantes, o que representa uma subida de 21,5 por cento este ano.

Criado em 1884, o MNAA reúne uma coleção de pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX.

Para o diretor do museu, António Filipe Pimentel, este aumento de visitantes "reflete o reconhecimento por parte do público da relevância do MNAA e das suas coleções, e é também fruto do enorme esforço que vem sendo feito por toda a equipa do museu no estudo, conservação, e divulgação do seu acervo".

A 14 de junho último, o museu inaugurou a nova exposição permanente de pintura e escultura portuguesa, após obras de renovação do terceiro piso, que duraram seis meses.

No percurso expositivo, que reúne um conjunto de 243 obras, na maioria pintura (152 peças) e um terço de escultura (91 peças) de autores portugueses, do século XIV ao XIX, foi introduzido um novo tipo de iluminação, mobiliário e narrativa que cruza as duas expressões artísticas.

Também foi incluído, depois de um restauro, o quadro "A Adoração dos Magos", do pintor Domingos Sequeira (1768-1837), adquirido em maio pelo museu, após uma campanha pública que reuniu 600 mil euros necessários para a compra a privados.

Em meados de julho, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) indicou à Lusa que os visitantes de monumentos, palácios e museus sob aquela tutela aumentaram 19,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com 2015, ultrapassando os dois milhões.

Nos primeiros seis meses de 2016, estes equipamentos afetos à DGPC tiveram um total de 2.210.696 entradas, enquanto em 2015 ascenderam a 1.853.889.

O aumento total de visitantes em percentagem foi de 19,2 - mais 356.807 visitantes este ano do que no mesmo período do ano passado - e, em particular, os museus, com uma subida de 26,5 por cento, enquanto nos monumentos foi de 16,2 por cento.

Na última audição do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, em meados de julho, foi anunciado que este museu será o primeiro a servir de teste a um novo modelo de gestão das entidades culturais.

O ministro acrescentou que o novo estatuto jurídico "está ainda a ser estudado, mas não será um exclusivo do Museu de Arte Antiga, e será estendido a outros organismos da cultura".

Luís Filipe Castro Mendes precisou que "esse modelo será experimentado no Museu de Arte Antiga, que vai servir de teste, porque tem atualmente uma gestão extraordinária".

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