Na reunião plenária da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), que termina hoje no Luxemburgo, Portugal viu aprovada a sua candidatura ao estatuto de país membro desta organização.

O IHRA dinamiza a cooperação internacional para conservar a memória dos factos, combater o antissemitismo, prevenir a intolerância e evitar novos genocídios. Portugal terá também como missão contribuir para a memória e o ensino do Holocausto, o maior genocídio do século XX.

A morte em massa de cerca de seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial (1939/1945) já faz parte do currículo nacional de várias disciplinas de História dos alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.

Também a nova disciplina de oferta de escola do 12.º ano, "História, Culturas e Democracia", aborda o assunto, assim como a disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento”, lembrou o gabinete de imprensa do Ministério da Educação (ME).

A tutela recordou ainda que, através da Direção-Geral da Educação, tem desenvolvido ações que se incluem nos objetivos da IHRA, tais como seminários internacionais ou cursos de formação.

“Estas iniciativas contam com a participação de vários parceiros institucionais, nomeadamente o Memorial da Shoah, a Memoshoá, e a APH - Associação de Professores de História”, afirma o ME.

Até agora, faziam parte da IHRA 33 países membros, um de ligação e oito observadores.

“Todos estes países reconhecem que a política internacional é imperativa para fortalecer o compromisso moral das sociedades e combater a crescente negação do Holocausto e o antissemitismo”, sublinha o gabinete de imprensa.

O programa de extermínio étnico do Estado nazi, liderado por Adolf Hitler, provocou a morte de dois terços dos cerca de nove milhões de judeus que residiam na Europa antes do Holocausto. Naquele período foram mortos mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus.

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