“É preciso perceber que isto não é uma solução mágica, não há um único sistema que por si só altere fundamentalmente a situação no campo de batalha. Isto é uma questão de muitas capacidades a trabalhar em simultâneo que vai repelir os russos”, considerou Jens Stoltenberg em conferência de imprensa no quartel-general da Aliança Atlântica, em Bruxelas.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), acrescentou que a Ucrânia tem de estar “preparada para uma batalha longa e difícil”.

“Não há uma solução mágica”, insistiu, depois de uma reunião do Conselho NATO-Ucrânia, a primeira que ocorreu ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 31 Estados-membros da NATO, e o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem pedido incessantemente F-16 para reforçar a pressão sobre a Rússia nos céus. Vários países comprometeram-se com a disponibilização destas aeronaves de combate e outros, como Portugal, prontificaram-se a dar formação aos pilotos ucranianos e mecânicos que terão de fazer a manutenção dos caças.

Contudo, o processo está a ser lento, enquanto o conflito no terreno caminha para uma guerra de atrito, a progredir lentamente.

Jens Stoltenberg referiu que no ano passado as tropas ucranianas “venceram as batalhas por Kiev, Kharkiv e Kherson” e que até hoje reconquistou 50% do território ocupado por Moscovo.

Contudo, este ano tem havido dúvidas sobre a eficácia da contraofensiva que Kiev iniciou por causa da lenta progressão no campo de batalha.

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