Ivan Jdanov e Leonid Volkov, exilados no estrangeiro, foram considerados “terroristas e extremistas” de acordo com uma lista inserida na página ‘online’ do regulador financeiro russo Rosfinmonitoring.

“Somos pioneiros para este género de estupidez”, reagiu Jdanov na rede social Twitter.

Os dois opositores, com 33 e 41 anos, eram respetivamente responsáveis pelo Fundo de luta contra a corrupção (FBK) de Navalny e da rede regional da organização até à sua proibição em junho de 2021.

Os dois homens, entre outros elementos, foram banidos por “extremismo” pela justiça russa, o que implicou a fuga para o estrangeiro da maioria dos quadros das organizações associadas a Navalny, devido ao receio de perseguições.

Alguns dos que decidiram permanecer no país foram detidos.

Jdanov, alvo de um mandado de captura, exilou-se no outono de 2019 após o início de um caso judicial contra o FBK sobre uma alegada lavagem de dinheiro.

Segundo diversas fontes, o opositor encontra-se atualmente na Lituânia.

Volkov foi declarado em fevereiro de 2021 em “situação de busca e captura interestatal”, que abrange o território das antigas repúblicas soviéticas, à exceção dos países bálticos.

Alexei Navalny foi detido em 17 de janeiro de 2021 em Moscovo, no regresso de uma convalescença na Alemanha após um grave envenenamento que o próprio e os seus apoiantes atribuíram ao Presidente russo, Vladimir Putin.

O Kremlin (Presidência russa) negou qualquer envolvimento.

O ativista anticorrupção de 45 anos e considerado o principal líder da oposição russa foi de seguida condenado a dois anos e meio de prisão por um caso de “fraudes”, que denunciou como uma manobra política.

Navalny foi ainda indiciado por “extremismo”, uma alegação que poderá mantê-lo na prisão por um longo período.

Na sequência da repressão ao movimento de Navalny aumentaram as pressões contra os ‘media’ críticos do Kremlin e a diversas organizações não-governamentais (ONG).

Muitas destas estruturas foram rotuladas como “agentes do estrangeiro”.

Este estatuto designa indivíduos ou organizações que as autoridades russas dizem ser financiados a partir de países estrangeiros para servir interesses contrários aos da Rússia.

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