Num seminário sobre Infraestruturas no PRR, o governante disse que “perante o orçamento limitado” foi preciso “fazer opções”.

“Ninguém tem de desistir dos outros projetos que não cabem no PRR, porque o país tem de encontrar ao longo dos próximos anos novas formas de financiamento”, adiantou.

O governante garantiu que o “país não está a entrar numa nova vaga de autoestradas”, adiantando que “há realismo, pés assentes na terra”, porque “não nos vão dar outra oportunidade”.

“Só faz sentido olhar para o PRR ao mesmo tempo que olhamos para outros instrumentos como o quadro financeiro plurianual”, referiu, apontando a transição digital e ambiental como prioridades.

O ministro salientou ainda que existem boas autoestradas e bons itinerários principais, mas depois não existem ligações complementares que permitam potenciar o uso dessas ligações viárias.

“Temos uma boa rede viária numa parte estreita do território, onde existe uma elevada concentração populacional” apontou Pedro Nuno Santos, defendendo que é preciso investir no resto do país.

Pedro Nuno Santos sublinhou ainda que esta aposta não concorre com as ligações ferroviárias, ainda que não estejam previstas no PRR e sim em outros instrumentos.

“O PRR não é um mero instrumento de recuperação económica, mas pretende estimular que essa recuperação seja feita em bases novas” para atingir “uma economia diferente do pré-covid”, indicou.

O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da covid-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.

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