“Os nossos serviços têm estado em contacto com as autoridades espanholas e até ao momento não há nenhum indicador que justifique alteração do nível de risco por parte do país”, afirmou o chefe do executivo, António Costa, em declarações aos jornalistas em Castanheira de Pera.

Questionado sobre se entre as 13 vítimas mortais e os 80 feridos já confirmados no ataque terrorista em Barcelona existe algum português, António Costa disse que, “até agora”, o Governo não tem “qualquer indicação” nesse sentido.

O primeiro-ministro, que falava ao lado do Presidente da República, com quem visitou durante a tarde a zona afetada pelos incêndios que deflagraram em junho na região Centro, sublinhou ainda que o ataque desta tarde demonstra, “mais uma vez, que a ameaça terrorista é uma ameaça global”.

“Todos temos de estar preparados e temos sempre de nos ir aperfeiçoando”, defendeu.

Costa lembrou que esta semana foi promulgado pelo Presidente da República “um diploma muito importante” que permite aos serviços de informações o acesso a dados de comunicações, os metadados.

“A experiência tem indicado ser uma ferramenta muito importante para, em vários pontos da Europa, terem sido evitados atentados”, salientou.

António Costa admitiu, contudo, que “é impossível evitar” algumas situações, como a que aconteceu esta tarde em Barcelona, “mesmo com todo o arsenal de ferramentas”.

Mas, insistiu, “quanto mais e melhores forem os recursos” para prevenir, “menor é o risco”.

Ao final da tarde, o Presidente da República e o primeiro-ministro enviaram uma mensagem conjunta ao chefe do executivo espanhol e ao rei de Espanha manifestando “total solidariedade” e condenando o “ato terrorista” de Barcelona.

O ataque terrorista na capital da Catalunha ocorreu pelas 17:00 locais (16:00 em Lisboa), quando uma furgoneta branca galgou um passeio na zona da Praça da Catalunha, nas Ramblas, gerando pânico na zona diariamente frequentada por milhares de turistas.

Entretanto, a Polícia da Catalunha deteve duas pessoas por suposto envolvimento no atentado.

Os Mossos d'Esquadra também efetuaram várias operações no contexto da investigação ao atentado, e mantêm um amplo dispositivo antiterrorista no controlo das saídas da cidade condal, noticia a EFE.

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