O voto de pesar do PSD, aprovado por unanimidade, considera que o incêndio provocou “tamanha perca para a humanidade” e espera que a reconstrução da catedral permita “devolver ao mundo parte da história e da arte presentes em tão belo monumento”.

“As imagens, visionadas por todos nós ao final do dia, dão conta da tragédia e horror sentido perante a longa consumação pelo fogo, de um monumento património da humanidade desde 1991 e que é, de há muitos anos, o ex-libris mais visitado da Europa”, lê-se no documento apresentado pelos sociais-democratas.

Também o deputado independente Rui Costa apresentou um voto de pesar e solidariedade para com o “povo de Paris e o povo de França pelo trágico incêndio na catedral de Notre-Dame”.

O documento repudia "qualquer leitura leviana de associação do referido incêndio ao quadro de tensões étnicas e religiosas em França ou na Europa”, ponto este que foi aprovado com a abstenção de seis deputados independentes e os votos favoráveis das restantes forças políticas.

"A destruição parcial deste importante monumento representa uma perda muito sentida pelo povo francês e pelos parisienses, mas comporta também uma perda irreparável para a identidade coletiva europeia e para o património mundial, galardão atribuído ao monumento pela UNESCO em 1991", considera o voto de pesar.

O incêndio, que demorou cerca de 15 horas até ser extinto, começou na segunda-feira, cerca das 18:50 locais (17:50 em Portugal).

A Procuradoria de Paris disse que os investigadores estavam a considerar o incêndio como um acidente.

No local, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o pior tinha sido evitado e prometeu que a catedral do século XII será reconstruída.

A tragédia de Notre-Dame gerou mensagens de pesar e de solidariedade de chefes de Estado e de Governo de vários países, incluindo Portugal, bem como do Vaticano e da ONU.

"Majestoso e sublime edifício", como escreveu em 1831 o escritor francês Victor Hugo no seu romance “Notre-Dame de Paris”, a catedral foi construída em 1163 e iniciou a função religiosa em 1182.

Na sessão plenária de hoje da Assembleia Municipal de Lisboa, os eleitos aprovaram ainda, por unanimidade, um voto de pesar pela morte da cantora Dina, apresentado pelo CDS-PP.

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