A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) submeteu na sexta-feira, 29 de dezembro, a candidatura para a construção do novo Centro de Saúde Fernão de Magalhães a fundos comunitários, através do Programa Operacional Centro 2020, informou aquele organismo da administração do Estado.

As novas instalações, localizadas na zona onde atualmente funciona o centro de saúde, na Avenida Fernão de Magalhães, no centro de Coimbra, “têm um custo previsto de 3,6 milhões de euros”, afirma a ARSC, numa nota enviada à agência Lusa.

“De acordo com a calendarização preestabelecida, a construção iniciar-se-á em 2018 e ficará concluída em 2020”, acrescenta a ARSC, adiantando que o novo edifício terá “quatro pisos, uma cave e parque de estacionamento com 37 lugares”.

O Centro de Saúde Fernão de Magalhães, que serve perto de 30 mil pessoas, funciona num espaço “sem condições” para o desempenho das suas funções, afirmam utentes, profissionais e responsáveis designadamente do setor e autárquicos, que reivindicam há muito tempo novas instalações.

Desde a criação, este mês, da Unidade de Saúde Familiar (USF), no terceiro piso do atual edifício, passou a haver "utentes de primeira e utentes de segunda", sustenta a comissão de utentes do Centro de Saúde Fernão de Magalhães, que em 20 de dezembro promoveu uma manifestação exigindo o "avanço urgente" da construção do novo equipamento.

Os utentes que são atendidos nos restantes pisos – cerca de 20 mil – estão "ao frio e à chuva" e com falta de pessoal médico, alerta a comissão, referindo que só a USF abrange cerca de nove mil pessoas.

Para o funcionamento da USF foram realizadas “obras de requalificação no valor de 141.519,28 euros” e foram instalado “um ‘chiler' [máquina térmica] (22.529,91 euros)” e limpas “as condutas de ar condicionado”, revelou a ARSC, considerando que estes investimentos “beneficiaram todo o centro de saúde".

Além disso, acrescentou a entidade, "ao longo dos últimos anos, têm sido realizados melhoramentos como, por exemplo, a nível de repavimentação e pintura de paredes".

De acordo com o projeto de arquitetura, aprovado pela Câmara de Coimbra em agosto deste ano, o novo imóvel, que será servido por dois elevadores, reservará o rés-do-chão para a USF, com uma entrada independente pela Rua Padre Estêvão Cabral.

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, considerou, há cerca de uma semana, o Fernão de Magalhães como um “dos piores centros de saúde em Portugal” e que se “a atual presidente da ARSC não tiver capacidade para resolver este grave problema, não tem condições para continuar a exercer o cargo”.

A atual presidente da ARSC, Rosa Reis Marques, foi nomeada para o cargo há duas semanas (14 de dezembro), sucedendo a José Tereso, que abandonou o lugar, que ocupava desde 2011, por limite de idade.

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