“É uma boa decisão para o SPD e, em especial, para a Alemanha. O novo governo tem muito trabalho para fazer e deve começar a fazê-lo rapidamente. Foi um resultado claro”, indicou a chanceler alemã, que deverá ser reconduzida formalmente no cargo a 14 deste mês, permitindo-lhe dar início a um quarto mandato consecutivo.

Num comunicado, Merkel comentava a aprovação por mais de dois terços dos militantes do SPD do acordo de coligação com os conservadores, num referendo interno.

A secretária-geral da União Democrata-Cristã (CDU), Annegret Kramp-Karrenbauer, também se congratulou com os resultados da votação interna do SPD, seguindo a mesma linha de Merkel: “é uma boa decisão [para os sociais-democratas] e, sobretudo, para o país”.

Segundo Kramp-Karrenbauer, e continuando no mesmo tom de Merkel, o SPD assume, assim, “a sua responsabilidade institucional” num Governo conjunto e que tem muito trabalho pela frente.
“Há um acordo de coligação negociado que é uma boa base para construir os pilares do futuro, através de melhorias concretas.

Agora é o tempo de trabalhar e torná-lo realidade”, indicou a secretária-geral da CDU.

Os militantes do (SPD) aprovaram o acordo com a CDU e a União Social-Cristã (CSU), decisivo para a formação de um governo de coligação na Alemanha.

Cerca de 66% dos votantes na consulta interna deram o "sim" à coligação para um Governo liderado por Angela Merkel, que vai agora poder iniciar o seu quarto mandato, mais de cinco meses após as eleições.

Mais especificamente, o “sim” obteve 238.604 votos (66,02%), enquanto o “não” recolheu 123.329 (33,98%), tendo votado 78,8% dos cerca de 463 mil militantes do SPD, número superior ao obtido no referendo de há quatro anos, quando o SPD perguntou aos seus apoiantes se desejavam uma grande coligação.

Merkel deverá ser formalmente eleita chanceler pelos deputados em meados desde mês, provavelmente dia 14, avançando, assim, para o quarto mandato consecutivo.

Os 463.723 militantes sociais-democratas foram convocados para esta votação, vinculativa, que decorreu por correspondência entre 20 de fevereiro e sexta-feira passada.

Com o acordo aprovado pelos militantes, a câmara baixa do parlamento, Bundestag, deve aprovar o novo governo a 14 de março, quase seis meses depois das eleições de 24 de setembro.

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