Durante a ação, que teve lugar na Maia, distrito do Porto, no âmbito do Dia Internacional de Destruição de Armas, Eduardo Cabrita afirmou que o número de armas entregues por cidadãos ou apreendidas corresponde a “cerca de quatro vezes mais aquele que tinha sido realizado em 2015″.

“Nos últimos anos, temos tido um crescimento muito significativo quer das entregas voluntárias, quer das apreensões”, salientou.

As armas destruídas hoje foram declaradas como perdidas a favor do Estado no decorrer de processos-crime, processos de contraordenação ou entregas voluntárias.

Na ação foram destruídas 17.183 armas, número que eleva para cerca de 200 mil as armas destruídas pela PSP desde 2014.

Do total destruído esta manhã, 7.279 foram entregues, até ao dia 3 junho, voluntariamente por cidadãos no decorrer da alteração da lei de armas aprovada pela Assembleia da República.

Em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita salientou o “contributo e participação muito ativa dos cidadãos”, afirmando que também o número de armas entregues pelos cidadãos aumentou cerca de 25% comparativamente a 2006.

Para o ministro, tal ação contribui para que Portugal “se destaque como um dos países mais seguros e pacíficos do mundo”, o que reforça a terceira posição “tão significativa” que, pelo segundo ano consecutivo, o país ocupa no ‘Global Peace Index’.

“Em 2014 estávamos apenas em 18.º lugar e fomos gradualmente melhorando, até atingirmos este 3.º lugar que parece difícil de superar”, disse Eduardo Cabrita, acrescentando que o objetivo é “manter este nível” de segurança.

O ministro salientou ainda que os anos de 2018 e 2019, segundo o relatório anual de segurança interna, foram os “anos com menores índices de criminalidade”, defendendo que o “desafio” que se coloca agora é o “continuar a trabalhar todos os dias para consolidar estes resultados”.

A acompanhar o ministro esteve presente o diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, e o diretor do Departamento de Armas e Explosivos, Pedro Moura.

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