“Em todo o ano 2018, o JTIC registou no mundo um total de 15.321 ataques cometidos por grupos armados não-estatais, que fizeram um total de 13.483 mortos” entre as pessoas não pertencentes a esses grupos, declarou Matthew Henman, o diretor do centro de investigação, no comunicado que acompanha o relatório hoje divulgado.

Este foi o número mais baixo registado pelo JTIC desde que começou a recolher estes dados, em 2009.

Quanto ao número de atentados, que caiu 33,1% num ano, encontra-se no seu nível mais baixo desde 2011.

O primeiro fator que explica esta evolução é, segundo o JTIC, as perdas territoriais sofridas pelos ‘jihadistas’ do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque até 2017, que “reduziram sensivelmente a capacidade do grupo para operar”.

O EI foi responsável por 1.327 ataques que mataram 3.151 pessoas, números em baixa de 71% e 51,5% respetivamente.

Este fenómeno, combinado com a recuperação pelo Governo sírio do controlo de uma parte crescente do seu território, “dentro e em volta de Damasco, bem como no centro e no sul”, levaram a uma redução de 63,6% do número de atentados na Síria.

Em contraste, com 4.180 mortes causadas pelo terrorismo, o Afeganistão tornou-se “o país mais perigoso do mundo”, sublinha-se no relatório, devido à prevalência de ataques do EI e ao “aumento da força dos talibãs”.

No continente europeu, o JTIC aponta “a intensificação das atividades operacionais dos dois grupos rebeldes separatistas pró-russos” que estiveram na origem da criação das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e de Lugansk, na região do Donbass, no leste da Ucrânia – um país onde foram cometidos no ano passado 4.422 atentados, cujo balanço se cifrou em 92 mortos.

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