“A população encarcerada está agora abaixo de 4.000 presos”, disse o autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, citado pela agência espanhola Efe.

Bill de Blasio sublinhou que “é o número mais baixo” de cidadãos presos “dos últimos 74 anos, desde 1946, um ano depois do final da II Guerra Mundial”.

As autoridades da 'Big Apple' libertaram mais de 1.400 detidos desde o início de março, como medida para evitar a propagação da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) dentro dos estabelecimentos prisionais.

As pessoas que foram libertadas tinham de cumprir um de três critérios: serem considerados doentes de risco se contraíssem a doença, se fosse considerado que teriam poucas probabilidades de voltar a cometer delitos ou se já tivessem cumprido mais de metade de pena.

Esta medida também possibilitou o distanciamento social dentro das prisões, explicitou o autarca, afirmando que não houve libertações de presos condenados por crimes violentos ou sexuais.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 141 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (31.590) e mais casos de infeção confirmados (648 mil).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

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