Sempre gostei de discutir, e por discutir entenda-se, esgrimir argumentos em torno de um tema de forma construtiva e não como prefácio para a violência física. Mas sempre fui fraco a defender uma ideia, os meus argumentos tendem a morrer cedo e os melhores, aqueles que deveriam ter sido utilizados aquando da discussão, só surgem horas ou dias mais tarde.

Argumentar é um jogo de estratégia e é preciso uma agilidade mental, que eu não possuo, para nos mantermos vivos nesta batalha. Sempre fui mais um tipo de reflexivo do que decisivo. Mas nem por isso deixei de tentar melhorar a minha capacidade argumentativa nos cafés, na minha opinião, o verdadeiro terreno do jogo, interpondo-me em várias conversas, algumas das quais não dominando sequer o tema. Fico-me pela observação ou pelo erro para depois conseguir ter uma melhor prestação.

Ao fim de 24 anos sinto que ainda falho ao tentar explicar o meu amor por futebol. Mas sinto que nunca precisarei de explicar enquanto tivermos sábados como este, em que o Famalicão, uma equipa que, ao fim de 25 anos voltou à primeira divisão portuguesa, venceu e garantiu, por mais uma jornada, a liderança da liga; em que Neymar, o vilão, depois de ter forçado a transferência do Paris Saint-Germain no verão, entrou vaiado nos Parque dos Príncipes, e saiu ovacionado, herói, depois de ter marcado o golo da vitória no tempo extra com um belo pontapé de bicicleta; em que o Norwich recebeu e venceu o campeão inglês por 3-2.

Enquanto o futebol escrever estas histórias sozinho, fico no meu lugar a assistir e a sorrir.

Eu sou o Tomás Gomes e hoje o dia foi assim.

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