1. As mudanças climáticas estão a impulsionar uma maior migração na América Central

Planeta A

Uma volta ao mundo centrada nos temas que marcam.

Todas as semanas, selecionamos os principais trabalhos associados à rede Covering Climate Now, que o SAPO24 integra desde 2019, e que une centenas de órgãos de comunicação social comprometidos em trazer mais e melhor jornalismo sobre aquele que se configura como um tema determinante não apenas no presente, mas para o futuro de todos nós: as alterações climáticas ou, colocando de outra forma, a emergência climática.

Em novembro, o Furacão Eta e o Furacão Iota devastaram a Nicarágua, e agora - com habitações e alimentos escassos e meios de subsistência destruídos - milhares foram forçados a deixar as suas casas em direção ao norte.

É o exemplo mais recente de migração climática, um fenómeno global que continua a crescer à medida que os efeitos das alterações climáticas intensificam. “Temos que sair e encontrar o que podemos oferecer aos nossos filhos”, explicou um migrante à CBS News, “porque aqui não temos nada”.

Para ler na íntegra em CBS News

Rede elétrica EUA
créditos: Matthew Busch/Bloomberg

2. O plano de ação climática de Biden dependerá da fragilidade atual da rede elétrica do país

Para cumprir com o objetivo de neutralidade climática – e evitar cortes energéticos como aconteceu no Texas – o presidente dos Estados Unidos Joe Biden precisará de reforçar em massa a rede de eletricidade no país, uma vez que atualmente não está construída para obter energia limpa como a eólica e a solar na escala necessária.

Isto exigirá um projeto de construção diferente de tudo o que já se fez anteriormente nos EUA desde o período pós-guerra, quando foram construídas rodovias e foi levada eletricidade às áreas rurais.

Para ler na íntegra em Bloomberg Green 

Low oil prices causing cost of fuel to drop dramatically
créditos: Lusa

3. Mais de uma dezena de estados americanos aprovaram sanções para protestos contra combustíveis fósseis

Quatorze estados aprovaram leis projetadas pelo lóbi da indústria de combustíveis fósseis que limitam as ações de protesto contra projetos de exploração de petróleo e gás, designando-os como “infraestrutura crítica”. 

Legislação semelhante, que muitas vezes impõe sanções graves aos manifestantes, está a ser considerada em mais quatro estados: Minnesota, Montana, Kansas e Arkansas. 

Para ler na íntegra em HuffPost 

Zermatt, Suíça
créditos: Lusa

4. Cientistas estudam relação entre mudanças climáticas e aumento de avalanches 

Durante a primeira semana de fevereiro, os Estados Unidos registaram o maior número de mortes por avalanches numa semana em mais de 100 anos. 

Não está claro como é que as alterações climáticas podem contribuir para estes desastres mas, com o aumento do número de mortes causadas por avalanches, vários cientistas estão a descobrir provas de que estas são desencadeadas por maiores oscilações de temperatura, chuvas mais intensas e tempestades de neve.

Para ler na íntegra em InsideClimateNews

Por cá: Ministro do Ambiente reforça necessidade de acordo global sobre os plásticos

O ministro do Ambiente reforçou esta segunda-feira a necessidade de um acordo global sobre os plásticos e apelou para que todos se juntem aos esforços da União Europeia na transição para uma economia neutra em termos climáticos.

João Pedro Matos Fernandes lançou o repto na abertura da 5.ª Sessão da Assembleia do Ambiente das Nações Unidas (UNEA 5) e lembrou que se avizinham cimeiras ambientais cruciais, que constituem “uma enorme oportunidade para mudar as coisas para melhor no nosso planeta”.

“Precisamos de um acordo global sobre os plásticos para fazer face ao problema cada vez mais premente da poluição por plásticos. Esperamos poder unir forças e lançar estas importantes negociações na sessão da UNEA 5 retomada no próximo ano”, apontou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, em nome da União Europeia, numa declaração com a qual se alinharam, ainda, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Sérvia e Ucrânia.

O ministro destacou também a “mudança fundamental do modelo económico” iniciada pela União Europeia que “aborda o desperdício de recursos e coloca a natureza no centro”, ao mesmo tempo que reforça a “resiliência” da UE.

Matos Fernandes considerou que o Acordo Verde Europeu e “a sua rápida implementação”, juntamente com as estratégias recentemente adotadas pela UE “em matéria de economia circular, neutralidade climática, biodiversidade, sistemas alimentares e produtos químicos” são um testemunho da “determinação e empenho” da União.

“Mas precisamos que todos se juntem aos esforços numa transição global para uma economia neutra em termos climáticos, eficiente em termos de recursos circulares, a este ponto de continuar a empenhar-se também numa cooperação internacional reforçada e reforçar a governação ambiental global”, apelou o ministro português.

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