A vacina tem efeitos secundários?

Tal como qualquer outro medicamento, também a vacina contra a covid-19 pode ter efeitos secundários. A maioria destes são ligeiras e de curto prazo e nem todas as pessoas os experienciam. Todas as vacinas, ao estimular as nossas defesas, podem causar este tipo de efeitos.

As reações adversas reportadas por alguns participantes nos ensaios clínicos das vacinas, diz o Serviço Nacional de Saúde, são, entre outros:

  • Dor no local de injeção
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Dor nas articulações
  • Calafrios
  • Febre

Vermelhidão no local da injeção e náuseas também podem ocorrer, mas regista-se menos propensão para tal. A DGS aponta para menos de 1 situação em cada 10 casos.

Não obstante, de um modo geral estes efeitos secundários desapareceram ao fim de 24 a 48 horas ou, normalmente, em menos do que uma semana. Se passar este tempo e continuar com sintomas ou com outras reações que o preocupem, deverá contactar o seu médico assistente ou o SNS24 (808 24 24 24).

Embora possa surgir febre por dois ou três dias, uma temperatura alta (igual ou superior a 40º C) é rara e pode indicar que tem covid-19 ou outra infeção, devendo, assim, de igual forma, contactar as autoridades de saúde.

Caso efetue este contacto às autoridades, é importante que estas sejam informadas sobre se já tomou ou não a vacina - de maneira a poder ser avaliado adequadamente.

Também pode reportar qualquer efeito adverso da vacina através do Portal de Notificação de Reações Adversas (RAM) do INFARMED, I.P. , contribuindo desta forma para a monitorização contínua da segurança e a avaliação do benefício/risco dos medicamentos por parte do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde).

Posso tomar medicamentos analgésicos para combater estes efeitos secundários? 

A DGS diz que sim, mas nos Estados Unidos da América pede-se cautela.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) do governo dos EUA afirma que deverá contactar um profissional de saúde sobre a possibilidade de tomar algum medicamento sem prescrição que o ajude a ultrapassar a dor ou desconforto. Poderão ser os casos, refere, do ibuprofeno, da aspirina, de anti-histamínicos ou do acetaminofeno (paracetamol).

"Estes sintomas significam que o sistema imunitário está a recuperar e a vacina está a funcionar", explicou o Dr. Rochelle Walensky, diretor do CDC, a 4 de fevereiro.

À partida, explica a entidade norte-americana, se não tiver outros impedimentos médicos, poderá tomar estes medicamentos para aliviar a dor ou o desconforto no período após a vacinação. No entanto, segundo a mesma autoridade, não é recomendada a toma de medicamentos deste género antes da vacinação e com vista à prevenção de efeitos secundários póstumos. Ainda não se sabe o suficiente sobre o impacto que estes medicamentos, tomados nestas condições, podem ter no bom funcionamento da vacina, de acordo com o CDC.

Segundo explicam os meios internacionais, o grande problema poderá estar no bloqueio que um medicamento analgésico poderá criar e que poderá impedir o sistema imunitário de ser estimulado pela vacina.

Recomenda o CDC, caso sinta alguma dor na zona em que tomou a vacina, que aplique uma toalha limpa e húmida sobre a área e exercite o braço. Já para reduzir o desconforto associado à febre, nos EUA aconselham a que se beba muitos líquidos e a que se vista de maneira “leve”.

Questionada pelo SAPO24 sobre se existe a possibilidade de alguns medicamentos analgésicos interferirem com uma forte resposta do sistema imunitário à própria vacina contra a covid-19, bloqueando o seu efeito, a DGS, em Portugal, diz que a afirmação é falsa.

“Não existe qualquer evidência científica que demonstre que medicamentos analgésicos interferem com a resposta do sistema imunitário à própria vacina contra a COVID-19, bloqueando o seu efeito”, respondeu a Direção-Geral da Saúde.

Estou a ter uma forte reação alérgica à vacina. O que devo fazer?

Deve contactar o SNS24 (808 24 24 24) ou o 112.

Já levei uma dose da vacina. Tenho mesmo de levar a segunda?

Depois de ter recebido a primeira dose, ser-lhe-á agendada a segunda, de acordo com a indicação do médico ou enfermeiro assistente.

Para ter proteção é necessário que receba ambas as doses de vacina.

Tive efeitos secundários associados à vacina na primeira dose. Devo tomar a segunda?

Sendo que a maioria das vacinas contra a covid-19 precisa de duas injeções para ter o efeito pretendido, deve tomar a segunda dose mesmo que tenho tido efeitos secundários após a primeira, a não ser, claro, que um profissional de saúde que o acompanha lhe indique o contrário.

Já tive covid-19. Preciso mesmo de tomar a vacina?

A maioria das pessoas que já tiveram covid-19 adquiriram proteção contra a doença. Presentemente, essa proteção aparenta durar pelo menos três ou quatro meses, afirma a DGS, mas só com o tempo se saberá por quanto mais se prolonga e quão forte é esta defesa, acrescenta a OMS.

Não existe evidência que justifique qualquer preocupação de segurança ao vacinar pessoas com história anterior de infeção por SARS-CoV-2 ou com anticorpos contra a covid-19 detetáveis.

Assim, a maioria dos especialistas considera ser seguro que quem já teve a doença tome a vacina.

Contudo, enquanto o número de vacinas for muito limitado, as pessoas que tiveram covid-19 no passado não serão priorizadas, adianta o SNS24.

Não tenho a certeza se tenho covid-19. Devo ser vacinado?

Se estiver com febre, tosse, dificuldade respiratória, alterações do paladar ou do olfato não deve ser vacinado e deverá contactar o SNS 24 (808 24 24 24).

Também não deve ser vacinado enquanto estiver em isolamento profilático, à espera de um teste de covid-19 ou se não estiver a certeza que está livre da doença.

Fui vacinado contra a gripe. Também preciso da vacina contra a covid-19?

Se for elegível para ambas as vacinas, deve ser vacinado para as duas. Devem, no entanto, ser administradas separadamente e com o tempo adequado.

A vacina pode infetar-me com covid-19?

Não. Não pode ser infetado através da vacina, pois as vacinas não contêm o vírus que causa a doença.

Posso ser infetado a seguir a ser vacinado?

Sim. É possível que contraia covid-19 após ser vacinado e, assim, surgirem sinais da doença poucos dias após a vacinação. Se tiver algum dos sintomas mais frequentes da doença, fique em casa e contacte o SNS 24 (808 24 24 24).

Tenho filhos. Vão poder vacinar-se?

Os ensaios clínicos com crianças são ainda escassos e ainda não é possível dizer se a vacina é segura e eficaz ou que dose deve ser dada a este grupo - tendo em conta a resposta natural e rápida que este grupo consegue tipicamente dar à doença. Por ser detentor destas características, este grupo deverá ser dos últimos a ser vacinado.

Estou grávida. Posso tomar a vacina?

Uma vez que o desenvolvimento de vacinas não envolve o recrutamento nem de crianças nem de grávidas, ainda não há dados relativamente à vacinação nestes grupos de pessoas. A administração da vacina em mulheres grávidas deve ser avaliada pelo médico assistente e de acordo com a relação benefício-risco que acarreta.

Posso escolher qual a vacina que quero tomar?

Todas as vacinas mais adiantadas nos ensaios clínicos apresentaram resultados preliminares que demonstram ser eficazes contra a covid-19.

Não existindo informação suficiente que permita considerar que uma vacina é melhor que outra, ou diferenças nas suas indicações, a vacinação decorrerá de acordo com as prioridades definidas, de modo a proporcionar acesso à vacina a todas as pessoas que mais dela necessitam e de forma eficiente.

No entanto, a DGS afirma que até novos dados estarem disponíveis, a vacina contra a covid-19 produzida pela AstraZeneca deve ser preferencialmente utilizada em pessoas até aos 65 anos de idade.

Se for vacinado, não preciso de cumprir as restrições?

Mesmo após ser vacinada, a pessoa deve continuar a observar todas as medidas preconizadas para a sua proteção e contenção da transmissão do vírus, incluindo o uso de máscara.

Por um lado, um vacinado só se deve considerar protegido da doença sete dias depois da toma da segunda dose da vacina. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Por outro, desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática.

As vacinas conferem proteção contra a doença, mas desconhece-se se protegem também contra a infeção e a possibilidade de mesmo sem sintomas uma pessoa poder transmitir o vírus a outro.

Deste modo, as máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos portadores do vírus sem o saber.

Tenho de pagar pela vacina?

Não. A vacina é gratuita.

A vacina é obrigatória?

Não. A vacina contra a covid-19 é voluntária, ou seja, apenas toma a vacina quem o desejar. Contudo, as autoridades de saúde recomendam fortemente a vacinação contra a covid-19 como meio de proteção e de controlo da pandemia.

Quanto tempo vou ficar imune depois de tomar a vacina?

Neste momento não é possível avaliar por quanto tempo essa proteção se irá manter, se haverá necessidade de administrar reforços e, se sim, qual a sua periodicidade. Esta informação será atualizada, segundo o SNS, assim que mais dados forem ficando disponíveis.

Como se processa o registo no boletim de vacinas?

O registo da inoculação será efetuado diretamente no sistema "Vacinas", que permitirá que a vacina passe a constar automaticamente:

  • no calendário vacinal do utente;
  • na Plataforma VACINAS (acessível aos profissionais de saúde);
  • na App MySNS Carteira (boletim de vacinas);
  • na Área do Cidadão do Portal do Serviço Nacional de Saúde.

Existe alguma forma de me inscrever para a vacinação?

Deverá esperar para ser contactado pelo Serviço Nacional de Saúde.

Se desejar perceber em que fase de vacinação será incluído poderá usar o simulador que a DGS disponibiliza.

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