O spray é uma invenção da América do Sul, mas duas pessoas reivindicam a sua criação original: o brasileiro de Minas Gerais Heine Allemagne e o argentino Pablo Silva, ambos durante a primeira década do século XXI. Uma típica rivalidade entre brasileiros e argentinos, aqui a propósito do spray, mas que teve um final feliz: os dois acabaram por se aliar na empresa 9.15 Fairplay. Esta espuma branca desaparece após algumas dezenas de segundos, sem deixar vestígios. É composta, essencialmente, de água e outros elementos, tais como o gás butano ou um derivado de óleo vegetal.

A espuma foi utilizada pela primeira vez no futebol de alto nível durante o Campeonato da América de 2011, disputado na Argentina, antes de ser autorizada, no ano seguinte, pelo International Board, o órgão que regulamenta as regras do jogo.

A Fifa testou o spray nas suas próprias competições em 2013, no Mundial Sub-20, e depois, no mesmo ano, no Mundial de Clubes em novembro.

E a espuma tem feito sucesso, segundo Massimo Busacca, chefe dos árbitros da FIFA que afirmou, depois destes dois torneios, em novembro de 2013: "este spray tem um efeito dissuasivo evidente. A distância regulamentar é respeitada a cada cobrança. Assim, nenhum cartão amarelo precisou ser distribuído nos dois torneios onde foi utilizado".

"O projeto com a Fifa só foi possível através da fusão dos dois países, Brasil e Argentina, que pela primeira vez na história jogaram na mesma equipa", observa maliciosamente a 9.15 Fairplay. num comunicado. Outras empresas passaram a produzir a espuma para fornecer aos campeonatos nacionais.

A marcação traçada pela espuma evita as discussões e reduz a distribuição de cartões amarelos. Isso não impediu o avançado brasileiro do PSG, o bem conhecido dos portugueses, David Luiz, de retirar com a mão a espuma que parecia interferir na sua marcação, em fevereiro de 2015, num jogo contra o Chelsea para a Liga dos Campeões, quando o árbitro virou as costas.

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