Na sua intervenção de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), a líder parlamentar do BE (em substituição de Pedro Filipe Soares) justificou depois o voto favorável do partido afirmando que o Bloco de Esquerda negociou com seriedade e não voltaria atrás na decisão anteriormente anunciada porque, para o BE, "palavra dada é mesmo palavra honrada".

"Não nos queixamos apenas da deslealdade de ter rasgado o compromisso com o Bloco, o que já não seria pouco, porque a lealdade parlamentar baseia-se na palavra dada. Queixamo-nos da oportunidade que o país perdeu", afirmou.

A deputada referia-se à rejeição, hoje em plenário, com os votos contra do PS, de uma proposta do BE para criar uma "contribuição solidária" a incidir sobre as elétricas, que tinha merecido o voto favorável do PS na sexta-feira passada.

"O que fica hoje à vista é que o Partido Socialista preferiu amarrar-se aos mesmos setores que foram protegidos durante anos nos seus governos anteriores", acusou.

A deputada defendeu que "nada justifica o volte face do Partido Socialista a não ser a subserviência de sempre ao poder das elétricas" e sublinhou que as "rendas excessivas são o reflexo de uma economia refém dos interesses de uns poucos".

O "volte face" quanto à proposta para a contribuição sobre as renováveis constitui, defendeu, um "erro inédito" do Governo nos dois anos de acordo com o BE.

"Quando era preciso um primeiro-ministro com `nervos de aço´ para responder às empresas que pretendem manter rendas de privilégio, o Governo falhou", lamentou.

A líder parlamentar do BE sublinhou que a medida, que considerou "parcial e moderada" tinha sido "trabalhada e adaptada nos seus detalhes em acordo com os Ministérios da Economia e das Finanças".

"Fizemos com o Governo uma negociação consistente com objetivos sérios. Ainda antes de apresentarmos e negociarmos esta contribuição no âmbito da especialidade, o Bloco anunciou o seu voto a favor do Orçamento. Para nós, palavra dada é mesmo palavra honrada", justificou.

Mariana Mortágua disse ainda que o BE votará a favor porque não desperdiça "nenhuma das conquistas" já realizadas, mas advertiu que também não irá abandonar "nenhuma das lutas por cumprir".

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