A proposta do Governo “continua a ser uma mão cheia de nada” por continuar a falar de 50 milhões de euros sem explicar “como vai ser dividido o bolo”, afirmou Carlos Silva, secretário-geral da UGT, depois de a direção da central sindical ter recebido uma delegação do CDS-PP, liderada por Assunção Cristas.

“Espero e faço voto que o Governo se sente à mesa com os sindicatos, independentemente de toda a legitimidade do diálogo político com os partidos à sua esquerda no parlamento, e que consigam chegar a uma conclusão”, disse Carlos Silva.

O líder da central sindical não entrou em pormenores, mas disse esperar que “pelo menos” o executivo consiga “oferecer aos trabalhadores da Administração Pública” propostas que, sejam de índole salarial sejam de “progressão nas e carreiras” para permitir a desconvocação da greve.

“É o grande desafio que o ministro Mário Centeno e o Governo de António Costa tem para resolver”, concluiu, recordando que todos os sindicatos, independentes e das duas centrais, UGT e CGTP, estão “unidos” nesta paralisação.

A proposta de orçamento, entregue na segunda-feira no parlamento e que foi apresentada pelo ministro das Finanças, prevê que os funcionários públicos com direito a progressão em 2019 recebam metade do acréscimo salarial em janeiro, 75% em maio e 100% em dezembro.

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