Até ao momento, pelo menos 738 pessoas foram mortas e mais de 3.300 foram presas pelo Exército durante a repressão das manifestações de protesto contra o golpe de Estado.

“É horrível verificarmos que os ataques cometidos pela Junta Militar já provocaram mais de um quarto de milhão de deslocados na Birmânia, de acordo com as nossas fontes”, disse Andrews numa mensagem difundida pela rede social Twitter.

“O mundo deve agir de imediato para responder a esta catástrofe humanitária”, acrescentou o relator das Nações Unidas para a Birmânia.

A organização humanitária cristã Free Burma Rangers estima que pelo menos 240 mil civis sejam neste momento deslocados internos na sequência de ataques aéreos e de operações do Exército no Estado de Karin (sudeste da Birmânia).

Padoh Mann Mann, porta-voz de uma brigada da União Nacional Karen (KNU), uma das fações étnicas do país, disse hoje que duas mil pessoas fugiram para a Tailândia e que “milhares” são deslocados internos.

“Escondem-se na selva, próximo das povoações onde viviam”, disse.

Durante a madrugada, as autoridades birmanesas libertaram o jornalista Ko Latt, que tinha sido preso há mais de um mês em Naypyidaw, a capital administrativa do país.

Pelo menos 70 repórteres foram detidos após o golpe de Estado sendo que 38 ainda continuam presos de acordo com a organização Reporting ASEAN.

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