O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou que o responsável pela ajuda humanitária das Nações Unidas, Mark Lowcock, se desloca hoje às Bahamas para se encontrar com o primeiro-ministro, Hubert Minnis, em Nassau, a capital.

Dujarric adiantou que Guterres “permanece muito preocupado pelas dezenas de milhares de pessoas afetadas nas Grande Bahama e Abaco” e enviou condolências às famílias dos que perderam a vida na devastação.

Pelo menos sete pessoas morreram nas Bahamas durante a passagem do furacão Dorian, mas a extensão total do desastre ainda é desconhecida.

Os ventos severos da tempestade e as águas castanhas e lamacentas destruíram ou danificaram gravemente milhares de casas, incapacitando a atividade de hospitais e deixando muitas pessoas presas em sótãos.

Autoridades da ONU anunciaram que 61.000 pessoas nas ilhas atingidas precisarão de comida e a Cruz Vermelha disse que 62.000 necessitarão de água potável.

As Bahamas foram atingidas no domingo pelo mais forte furação registado na história do arquipélago, que fustigou, principalmente, as ilhas Abaco e Grande Bahama, com ventos até 295 quilómetros por hora e chuva torrencial, antes de seguir na terça-feira a sua rota em direção à Florida.

O furacão enfraqueceu para categoria 2 e agora segue em direção à costa sudeste dos Estados Unidos. Vários milhões de pessoas na Florida, Geórgia e Carolina do Sul foram aconselhadas a sair dos locais próximos da costa, por onde o Dorian deve também passar.

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