Num comunicado de balanço final da operação, que decorreu de 15 de dezembro a 2 de janeiro, a Polícia de Segurança Pública destaca as 327 detenções por excesso de álcool (menos 58 que no ano anterior), 130 por falta de habilitação legal para conduzir (menos duas), 116 por tráfico de droga (mais 66) e 42 por furto (menos nove).

Nos 19 dias da operação, realizada durante o período de Natal e Ano Novo, esta força de segurança apreendeu 40.400 doses de droga, nomeadamente 22.207 doses de cocaína, 7.909 de heroína e 6.756 de haxixe.

A PSP apreendeu também 76 armas, 25 das quais eram armas de fogo, mais 18 do que na mesma operação do ano passado.

Em relação ao trânsito, a PSP registou 3.036 acidentes, dos quais resultaram duas vítimas mortais, 42 feridos graves e 849 feridos ligeiros.

Em comparação com período homólogo do ano passado, a PSP verificou um decréscimo do número de acidentes (menos 53) e vítimas mortais (menos quatro), tendo-se registado um aumento do número de feridos ligeiros (mais 22) e graves (mais cinco).

Esta força de segurança multou também 9.871 condutores, dos quais 598 por uso do telemóvel durante a condução (mais 25,3% que no ano anterior), 576 por falta de inspeção (mais 46%) e 229 por falta de cinto de segurança (mais 35,8%).

Festas com menos acidentes, mortos e feridos

O balanço da “Operação Festas Seguras 2016”, com dados até ao fim do dia de segunda-feira, foi hoje feito nas instalações da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), onde o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, salientou a evolução positiva.

Lembrando a diminuição de acidentes e de vítimas o secretário de Estado frisou também a “redução muito grande” do número de pessoas a conduzir sob efeito de álcool, que “é significativa” e “uma mudança de comportamentos dos cidadãos”.

Na verdade, resumiu, houve uma diminuição em quase todas a infrações, ainda que não no caso do uso de telemóvel.

Jorge Jacob, presidente da ANSR, lembrou aos jornalistas que há uma tendência de diminuição de sinistralidade, com cada vez menos mortos, feridos graves e leves, mas paralelamente há um aumento do número de acidentes, não só em Portugal como no resto da Europa.

“Penso que a causa que o explica (na Europa) é a mesma que cá, o uso do telemóvel e aparelhos que não deviam ser utilizados durante a condução”, disse o responsável, salientando que os novos veículos já vêm equipados com aparelhos que “desviam a atenção do condutor”.

E acrescentou: “haver mais acidentes e menos mortos significa que (os acidentes) acontecem nas cidades, a velocidades mais baixas”. A solução, disse, é haver mais fiscalização e mais campanhas.

O secretário de Estado salientou que em 2016 houve menos 26 mortos no local do acidente do que no ano anterior, um “número significativo” mas que é preciso reduzir “muito mais”. E disse que este ano a aposta será “trabalhar junto das escolas e das crianças” e através delas educar os pais para uma condução segura.

Nessa quadra festiva, entre 20 de dezembro e 02 de janeiro, foram registados 19 mortos (20 em 2015/16 e 22 em 2014/15), 57 feridos graves (78 e 90 nos dois anos anteriores) e 1.339 feridos leves (1.374 e 1.189 em 2015/16 e 2014/15, respetivamente). Aconteceram nestes últimos 12 dias 4.596 acidentes, uma descida em relação a 2015/16, quando foram 4.766.

Comparando o número de mortos no local do acidente desde 1996/97 no mesmo período e até agora verifica-se uma tendência de descida, passando de 85 mortos nesse ano para os 19 de agora, o número mais baixo e que também já tinha sido atingido em 2012/13. O número de feridos graves tem baixado também no mesmo período, passando de 375 para os 57 de agora, o número mais baixo de sempre. Nos feridos ligeiros no local a tendência é de descida mas não tão constante.

Mais consistente é a evolução das vítimas mortais, ainda de acordo com dados, neste caso anuais, da ANSR. Em 2007 registaram-se 854 mortos, contra os 447 (valor provisório) em 2016.

Neste natal e ano novo, de 20 de dezembro a 02 de janeiro, houve menos ações da GNR e da PSP (menos 19%) mas mais meios humanos e também mais pessoas fiscalizadas (mais 9%). Fizeram-se mais 17% de testes de álcool (66.150) mas foram detetados menos excessos (menos 18%, o que equivale a 1.255 casos) e menos crimes (571, menos 20% do que no ano passado).

Os excessos de velocidade detetados baixaram também 09% mas o uso de telemóvel na condução subiu 09%, 1.320 casos contra 1.026 em 2015. Os casos de falta de cinto de segurança e a falta de habilitação para conduzir também subiram.

Durante a operação, a PSP controlou ainda por radar 95.567 viaturas, registando 1.810 infrações por excesso de velocidade (mais 28%).

A PSP desenvolveu, de 15 de dezembro a 2 de janeiro, a “Operação Polícia Sempre Presente – Festas Seguras 2016” com o objetivo de diminuir os índices de sinistralidade rodoviária e de prevenir e fiscalizar comportamentos ilícitos durante o Natal e a Passagem de Ano.

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