“Propomos uma luta cívica conta um governo que só é mantido pela força”, disse em conferência de imprensa o porta-voz da Frente Ampla Venezuela Livre (FAVL), Negal Morales, adiantando que a oposição não vai manifestar-se nas ruas caso Maduro tome posse.

“Não vamos sacrificar os nossos ‘rapazes'”, acrescentou o porta-voz, em referência aos mais de 100 mortos na sequência das manifestações antigovernamentais de 2017.

Neste sentido, Morales assinalou que o país vai iniciar em 10 de janeiro “uma luta distinta”, uma vez que os venezuelanos “não têm Presidente, mas querem democracia”.

A oposição venezuelana, bem como parte da comunidade internacional, não reconhece os resultados das eleições presidenciais antecipadas de maio.

Apesar de falar em “articular todas as formas de luta cívica”, Morales não adiantou mais detalhes, argumentando que “numa ditadura, as táticas não se podem explicar”.

A FAVL considera que um novo mandato de Maduro vai agravar a já premente crise e instabilidade na Venezuela.

“Nesse dia [10 de janeiro], a Venezuela irá amanhecer sem um Presidente eleito democraticamente”, disse o porta-voz Angel Oropeza, na mesma conferência de imprensa.

Maduro venceu por ampla margem as eleições presidenciais de maio passado, às quais a maioria da oposição não se apresentou por considerar não existirem condições para a realização de eleições livres e justas.

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