O Centro para a Investigação de Baleias, em inglês Center for Whale Research, viu no sábado a cria bebé, apelidada J-57, “a nadar vigorosamente junto da mãe”, explica o The Guardian.

Mãe e cria estavam perto da província canadiana da British Columbia e estimam que a cria tenha nascido na sexta-feira, dia 4 de setembro.

“No dia 5 de setembro, seguimos o relato por um observador de baleias [local] de que uma cria muito pequena tinha sido vista”, explicou o Center for Whale Research.

A orca “Tahlequah estava separada das outras orcas e estava muito evasiva quando cruzou a fronteira com o Canadá“, assim, o Center for Whale Research acabou o “encontro” e desejou à orca mãe e à nova cria "tudo de bom no seu caminho”.

A história desta orca mãe, que carregou a sua cria morta, ficou como que o espelho do luto entre os animais.  Tahlequah marcou o percurso da fotógrafa de vida animal Alena Ebeling-Schuld: “O caminho do luto dela foi mais do impactante”, disse a fotógrafa ao The Guardian, sublinhando a “complexidade de emoções animais”.

Mas outros observadores argumentam que descrever esse episódio desta orca como “luto” se trata de antropomorfismo inadequado.

Na área do Estreito da Geórgia, que separa a ilha de Vancouver da British Columbia, no Canadá, convivem três grupos de orcas. Estas orcas têm sofrido de falta de nutrição, já que se alimentam maioritariamente de uma espécie de salmão cujas populações têm vindo a diminuir - Chinook salmon.

A diminuição da disponibilidade de alimento tem um impacto direto na gravidez de baleias. Um estudo de 2017 revelou que mais de dois terços das gravidezes das baleias desta zona falharam entre os anos 2008 e 2014.

Apesar de um novo nascimento ser um bom sinal, os investigadores dizem haver uma taxa de mortalidade muito alta entre crias recém-nascidas, cerca de 40%.

A gravidez de Tahlequah foi notada há várias semanas pelo grupo Sealife Response, Rehabilitation, and Research, também conhecido como SR3.

“Mudanças óbvias nas formas de alguns indivíduos revelaram baleias grávidas de todos os três grupos de baleias”, reportou o SR3 a 26 de julho. Para observarem os animais usaram drones com câmaras.

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