“Considerando a evidência científica à data e ponderado o facto de que os benefícios para o grupo etário pediátrico saudável parecem ser limitados, entende-se ser prudente aguardar por uma maior e mais robusta evidência científica quanto aos benefícios e efeitos a médio e longo prazo, antes de ser tomada uma decisão de vacinação universal deste grupo etário”, refere o parecer da OE enviado à Direção-Geral da Saúde (DGS).

Apesar de defender que se deve aguardar por mais informação científica sobre a vacinação das crianças e jovens entre os 12 e os 15 anos, a Ordem dos Enfermeiros considera que a “prioridade se deve centrar no processo de vacinação de pessoas com mais de 18 anos da forma mais célere possível” face à situação epidemiológica.

O parecer da OE, emitido após ouvido o Colégio de Especialidade em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, observa que no caso das crianças, com 12 anos ou menos, com comorbilidades associadas a risco elevado para a covid-19, devem ser aconselhadas à vacinação pelo profissional responsável pelo seu acompanhamento, recordando uma norma da DGS de 07 de julho.

Para fundamentar o seu parecer, a Ordem do Enfermeiros recorda ainda que atualmente e face à informação conhecida, “ao vacinar adultos se reduz o risco de exposição das crianças e adolescentes”.

A OE alega também que “não há, até à data, evidência do impacto que a vacinação de adolescentes possa desempenhar na transmissão dos vírus”.

O processo de vacinação dos jovens com menos de 18 anos está atualmente em análise pela DGS e uma decisão deve ser conhecida oficialmente nos próximos dias, depois de ter sido anteriormente solicitado pelo organismo liderado por Graça Freitas um período de cerca de duas semanas para análise de toda a informação disponível sobre as vacinas nesta população.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.307 pessoas e foram registados 956.985 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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