O presidente da Zero, Francisco Ferreira, disse à Lusa que a decisão hoje anunciada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) mostra um Ministério do Ambiente "em contradição", que quer tornar Portugal um país neutro em carbono até 2050, mas que ao mesmo tempo autoriza a prospeção e a "provável exploração" de recursos que venham a ser identificados.

"Está a dar o pior sinal possível", afirmou Francisco Ferreira, frisando que há "argumentos técnicos que levantavam dúvidas suficientes para haver avaliação de impacto ambiental".

Com esta decisão, faz-se "um favor para que a Galp possa fazer ainda este ano a prospeção, sem possibilidade de serem levantados obstáculos".

Francisco Ferreira adiantou que o governo "mostra desprezo pelas questões colocadas pela Zero e outras organizações", antecipando que possa acontecer o mesmo sobre processos como a exploração de gás natural de xisto em Aljubarrota, de que ainda se aguarda a decisão.

O presidente da APA, Nuno Lacasta, justificou a decisão referindo que "não foram identificados impactos negativos significativos" na realização do furo de prospeção petrolífera.

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