Rui Rio apresentou ontem propostas para o PSD ser uma alternativa ao governo PS: a reforma do sistema político, a reforma da Justiça e a descentralização do Estado foram algumas delas. O novo líder do PSD garante que a ideia de um Bloco Central “não existe nem nunca existirá”. E vai mais longe: “O PSD é um grande partido de poder. Por isso, o seu objetivo é sempre ganhar. Sempre que nos candidatamos, o nosso imperativo é sermos os primeiros.”

“Já estamos [Portugal] a perder o gás ao fim de dois anos porque o governo só está preocupado consigo próprio, não está preocupado com o futuro do país. A receita que trazia não está a resultar”, Pedro Passos Coelho.

Passos Coelho, que falou antes, tinha avisado que “não é fácil bater a Geringonça, mas é preciso bater a Geringonça”. E, antes da despedida, ainda largou a farpa: “Há pessoas que achavam que o problema era eu e assim eu saio e fica tudo resolvido. […] A mudança de liderança ajudará nesta fase a provar que a geringonça ao fim destes anos continuará sempre a ser a solução mais oportunista e negativa do que positiva e construtiva.”

O antigo primeiro-ministro teceu duras críticas à solução de governo do PS, apoiado por BE, PCP e PEV, condenando até a "vulgaridade" manifestada nos debates quinzenais no Parlamento. Pedro Passos Coelho fez também um balanço da governação PSD/CDS-PP, com uma chamada de atenção ao CDS.

“Já estamos [Portugal] a perder o gás ao fim de dois anos porque o governo só está preocupado consigo próprio, não está preocupado com o futuro do país. A receita que trazia não está a resultar”, Pedro Passos Coelho.

"Hoje temos uma solução que do ponto vista político não oferece grandes dúvidas. Temos um governo centrado no curto prazo, que tem de fazer a espargata para agradar a todos", disse Passos Coelho.

Ovacionado por uma plateia de pé, o homem que liderou dois governos constitucionais passou o testemunho a Rui Rio que falou sobre promessas e combate.

O primeiro dia de trabalhos terminou com a notícia de que o acordo firmado entre Rui Rio e o candidato derrotado nas diretas para uma lista única ao Conselho Nacional, encabeçada por Pedro Santana Lopes, estava em perigo, mas ambos os protagonistas desdramatizaram, considerando que a unidade do partido está garantida.

Horas mais tarde, o antigo diretor de campanha de Rio, Salvador Malheiro, anunciou que as duas candidaturas chegaram a acordo para listas de unidade aos órgãos nacionais (à exceção da Comissão Política Nacional, o órgão diretivo do novo presidente). O entendimento respeitará o resultado eleitoral das diretas, em que Santana conseguiu quase 46%, e a lista ao Conselho Nacional será encabeçada, tal como previsto, pelo antigo primeiro-ministro.

O 37.º Congresso Nacional do PSD começou esta sexta-feira à noite no Centro de Congressos de Lisboa e prolonga-se até domingo, com a eleição dos novos órgãos nacionais sob a liderança de Rui Rio.

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