Jean-Marie Le Pen irá sentar-se no banco dos réus por fazer comentários e críticas ao cantor francês de origem judaica Patrick Bruel.

O patriarca da família Le Pen, de 89 anos, deverá comparecer diante do Tribunal Correcional de Paris juntamente com o vice-presidente da FN, Jean-François Jalkh, que também é o diretor da página na Internet em que as declarações de Jean-Marie Le Pen foram divulgadas.

Em 2014, Le Pen criticou num vídeo divulgado na página da Frente Nacional na Internet vários artistas que se opõem às ideias defendidas pelo partido de extrema-direita, como a cantora Madonna.

“Ouça, faremos uma fornada da próxima vez”, disse o político ao citar o nome de Patrick Bruel e cujas palavras foram interpretadas como uma alusão aos fornos dos campos de extermínio nazis e que lhe valeu a reprovação da sua filha e atual líder da FN, Marine Le Pen.

O octogenário, que foi acusado em fevereiro passado depois de o Parlamento Europeu levantar a sua imunidade parlamentar, afirmou que a sua referência ao “forno” não tinha “obviamente nenhuma conotação antissemita, exceto para os inimigos políticos ou imbecis”.

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