“Queremos ser a Igreja que promove uma cultura que sabe acolher, proteger, promover e integrar, que não estigmatiza e, acima de tudo, que não generaliza, pela condenação mais absurda e irresponsável, a identificação de qualquer migrante como portador do mal social “, disse o pontífice nas Jornada Mundiais da Juventude (JMJ), que este ano decorrem no Panamá.

Francisco dedicou o seu discurso àqueles que sofrem de indiferença e criticou o conformismo que invade a sociedade e que se tornou na “droga mais consumida” do tempo atual.

Disse o pontífice argentino que a Via Sacra de Cristo se prolonga agora na dor daqueles que sofrem a violência, a criminalidade, a exploração, “em que as crianças não desejam nascer” e “em que as mulheres são magoadas na sua dignidade”.

Uma dor, afirmou, que se “prolonga numa dor oculta e indignante de quem, em vez de solidariedade por parte de uma sociedade repleta de abundância, encontra rejeição, dor e miséria e ainda é assinalado e tratado como portador e responsável de todo o mal social”.

As Jornadas Mundiais da Juventude arrancaram na terça-feira no Panamá e decorrem até domingo, data em que o papa deverá divulgar se a candidatura portuguesa foi a escolhida para organizar as Jornadas em 2022.

Além da presença do papa Francisco, o evento conta com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se desloca a convite do seu homólogo panamiano Juan Carlos Varela.

A organização da XXXIV Jornadas Mundiais da Juventude espera 200 mil jovens provenientes de 155 países, incluindo 300 portugueses de 12 dioceses e seis congregações e movimentos (Salesianos, Caminho Neocatecumenal, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Juventude Mariana Vicentina, Schoenstatt e Focolares).

A delegação portuguesa inclui também 30 voluntários e seis bispos, nomeadamente Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família e bispo auxiliar de Lisboa, José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga e Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

As Jornadas Mundiais da Juventude são um primeiro momento de encontro global dos jovens após o sínodo dos bispos que lhes foi dedicado, em outubro de 2018, e no qual foi reforçada a necessidade de continuar a caminhar com os jovens.

Celebradas todos os anos ao nível diocesano e com um intervalo periódico de dois ou três anos, em diferentes partes do mundo, as jornadas foram criadas pelo papa João Paulo II em 1985.

O cardeal patriarca de Lisboa oficializou o pedido para receber as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) no final de 2017 e desde 2012 que em várias reuniões do Conselho Pontifício para os Leigos (CPL), do Vaticano, a hipótese de Portugal tem estado a ser pensada, segundo o ‘site’.

As anteriores edições da JMJ realizaram-se em Colónia, na Alemanha, em 2005, Sidney, na Austrália, em 2008, em Madrid, em 2011, com o papa Bento XVI, no Rio de Janeiro, em 2013, e em Cracóvia, na Polónia, em 2016, com o atual pontífice.

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