O apelo do papa foi feito numa mensagem de vídeo enviada ao 2.º Fórum Internacional sobre as formas modernas de escravidão, que decorre até terça-feira em Buenos Aires.

O objetivo do encontro é reunir políticos, teólogos e estudiosos provenientes da América Latina e outras regiões, para dar continuidade à conversa iniciada no primeiro fórum.

Na mensagem, Francisco lembrou que a escravidão não é algo do passado, mas uma prática atual e com raízes profundas que se manifestam através do tráfico de seres humanos, exploração do trabalho por meio de dívidas, exploração de crianças, exploração sexual e trabalho doméstico forçado.

“Cada um destes fenómenos é mais grave e desumano que o outro”, refere o papa assinalando estatísticas recentes de que “existem 40 milhões de pessoas, homens, mas especialmente mulheres e crianças, em situação de escravidão”.

O papa defendeu ainda que “ninguém pode ficar indiferente e, de algum modo, cúmplice deste crime contra a humanidade”.

“Não podemos olhar para outro lado e declarar a nossa ignorância ou a nossa inocência”, disse adiantando que é importante agir em favor dos que se tornaram escravos, defender os seus direitos e “impedir que os corruptos e os criminosos escapem da justiça e mantenham o controle sobre as pessoas escravizadas”.

“Juntos podemos construir uma sociedade renovada e orientada à liberdade, à justiça e à paz”, concluiu o papa na mensagem de vídeo.

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