No final do debate, na Assembleia da República, em Lisboa, Negrão foi questionado pelos jornalistas sobre a opção de não intervir na discussão e de o PSD nem sequer ter esgotado todo o seu tempo disponível.

“Tenho a certeza que leram o comunicado do PSD quando exprimiu o seu sentido de voto, no sentido de dizer que este debate era mais uma figura regimental e desnecessário neste momento”, justificou.

Sobre as críticas de que o PSD foi ‘encostado’ pelo CDS-PP com a apresentação desta censura ao Governo, Negrão considerou que “todas as críticas são legítimas no parlamento”.

“O PSD não precisa de se pôr em bicos de pés, fez o que entendeu, o CDS fez o que fez, mas o que realmente importa é a má governação que o país tem”, considerou.

Na segunda-feira, um comunicado do grupo parlamentar do PSD revelava que o partido iria votar favor da moção de censura ao Governo apresentada pelo CDS-PP, apesar de considerar que "não tem qualquer efeito prático”.

"A par de algumas notícias, a sua única consequência é a realização de um debate regimental na Assembleia da República na próxima quarta-feira", lia-se ainda na nota da bancada social-democrata.

Hoje, na TSF, o vice-presidente do PSD David Justino classificou a moção de censura do CDS-PP ao Governo "um cartuxo de pólvora seca" e acusou mesmo os democratas-cristãos de "algum taticismo político para disfarçar a clara ausência de estratégia".

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