O conselho, ainda que indireto, foi dado por Passos Coelho na apresentação de um livro feito por militantes do PSD e independentes, com o título “Portugal não pode parar”, a que assistiram Santana e Rio, a escassas duas horas do primeiro debate a dois, na RTP.

Com os dois candidatos à sua frente, na plateia da sala Sophia, do Centro Cultural de Lisboa, na capital, Passos Coelho quis evitar “o palco” e o protagonismo e falou da história do PSD, de política e em “duas condições” para os políticos serem “bem sucedidos”.

Uma delas, disse, é “ter a humildade que não se sabe tudo”, que é impossível “antecipar tudo” porque “o futuro não está escrito”.

A segunda das condições é, “além da humildade”, ter a “capacidade de ir aprendendo com o que acontece”, com o que se passa no país e no mundo, concluiu.

Os dois candidatos à liderança do PSD cumprimentaram-se de forma cordata, cumprimentaram Pedro Passos Coelho e no final da sessão até cantaram juntos “A Portuguesa”, o hino nacional, e nenhum deles respondeu a perguntas dos jornalistas.

O líder social-democrata e ex-primeiro-ministro fez o mesmo e nada comentou sobre as notícias do dia.

A Santana e Rio e à assistência, em que se incluíam ex-ministros como Martins da Cruz ou Poiares Maduro ou o eurodeputado Paulo Rangel, Pedro Passos Coelho lembrou a história e apresentou o PSD como um “partido aberto” e "libertador da sociedade civil".

O PSD é um partido que “não procura fechar a realidade e meter a sociedade dentro do seu programa e dos seus objetivos ideológicos”, afirmou.

Para Passos, há uma "vantagem comparativa de abertura à sociedade civil” de um partido que “se consolidou ao longo dos anos contra o poder absoluto do Estado, contra as nacionalizações, a coletivização da economia e da sociedade”.

Aos dois candidatos disse ainda que, do trabalho de um ano e meio deste grupo, que resultou na publicação do livro, podem “extrair contributos” para “juntar futuro ao PSD” e à sociedade portuguesa.

E acabou a desejar as "melhores felicidades" na disputa pela liderança do PSD, apelando que o vencedor dê “sentido de futuro” ao país.

O ex-líder da JSD Pedro Rodrigues, impulsionador deste movimento de militantes e independentes, apontou um rumo ao PSD: a defesa de “um centro político moderado” para tentar levar o partido de novo ao poder, abrindo-o à sociedade civil.

Lançado em abril de 2017, este movimento tem por objetivo recolher contributos do tecido económico, social e empresarial do país para um conjunto de propostas a lançar em livro.

O primeiro volume saiu agora, centrado no diagnóstico da situação do país e do mundo, estando previsto um segundo, que reunirá propostas mais concretas.

[Notícia atualizada às 21:04]

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