O diretor dos serviços secretos americanos, James Clapper, anunciou esta quinta-feira que apresentou a sua carta de demissão.

Clapper, cuja função é coordenar o trabalho das 17 agências de inteligência - como a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) -, apresentou a sua renúncia depois de seis anos no cargo e enquanto o presidente eleito Donald Trump forma o seu gabinete.

"Apresentei na noite passada a minha carta de renúncia", explicou Clapper, um tenente-general das Forças Armadas, durante uma audiência da Comissão de Inteligência da Câmara de Câmara de Representantes, no Congresso americano.

Clapper acrescentou que, por isso, não estará disponível para trabalhar no dia em que o governo Trump assumir suas funções, a 20 de janeiro.

"Tenho ainda 64 dias de trabalho e sei que terei sérios problemas com minha esposa para qualquer coisa depois dessa data", comentou.

Clapper é o quarto diretor da 'inteligência nacional', assumindo uma posição de coordenação entre os 17 serviços secretos americanos, mas insignificante no que toca ao nível orçamental e sem autoridade direta sobre as agências. Este cargo, criado em 2004, acaba por ganhar ou perder importância consoante a pessoa que está à frente dele.

O atual 'patrão das secretas' dos Estados Unidos foi nomeado pela administração Obama, em 2010. Esta nomeação aconteceu devido à sua forte relação com o ex-secretário da defesa Robert Gates.

O mandato de James Clapper como diretor de inteligência nacional foi turbulento e definido pelo combate às revelações de Edward Snowden. Acabou por ter de defender a sua própria integridade porque as revelações contradiziam as suas declarações no Congresso.

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