Rangel anunciou esta madrugada a decisão de concorrer à presidência perante o Conselho Nacional do partido, dizendo que o PSD tem de deixar de ser “da espera” para passar a ser “da esperança”.

“Não acredito num PSD cuja função seja estar sentado no sofá à espera que o Governo de Costa caia de maduro”, afirmou.

As eleições diretas do PSD foram marcadas para 04 de dezembro e o Congresso vai realizar-se entre 14 e 16 de janeiro, em Lisboa, depois de o Conselho Nacional ter chumbado (por 71 votos contra, 40 a favor e 4 abstenções) a proposta da direção de Rui Rio para suspender o calendário eleitoral interno até à votação do Orçamento do Estado.

“Que o dia 04 de dezembro represente a fecundação do partido, que seja capaz de criar esperança”, desejou Rangel.

Paulo Rangel, 53 anos, é eurodeputado desde 2009, tendo sido por três vezes consecutivas cabeça de lista nas europeias pelo PSD, e é vice-presidente do Partido Popular Europeu.

Líder parlamentar do PSD entre 2008 e 2009, sob a liderança de Manuela Ferreira Leite, Rangel disputou a presidência do PSD em 2010, conseguindo 34,4% dos votos contra os 61% de Pedro Passos Coelho, numas eleições a que também concorreram José Pedro Aguiar Branco (3,42%) e Castanheira Barros (0,27%).

Em 2017, voltou a ponderar concorrer à presidência do PSD, aquando da saída de Pedro Passos Coelho, mas decidiu não avançar, invocando razões de ordem familiar.

Nas últimas diretas, em 2020, apoiou o atual presidente, Rui Rio, contra Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz, mas meses mais tarde viria a recusar um convite da direção para ser o candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto.

O presidente do PSD, Rui Rio, ainda não esclareceu se será ou não recandidato ao cargo.

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