
“É preocupante a campanha que visa descredibilizar a democracia” e “estão a crescer espaços para a extrema-direita e o fascismo em toda a Europa e Portugal”, disse o deputado único do PCP no plenário do parlamento madeirense.
Ricardo Lume considerou ser “necessário que na Madeira não se deixe esquecer que o fascismo existiu”, pelo que a proposta do PCP sugere que o executivo madeirense “negoceie com o Governo da República o uso do edifício” onde funcionou a PIDE/DGS no Funchal [Rua da Carreira] e onde hoje está instalado o Departamento de Recrutamento Militar para a instalação deste centro.
O deputado indicou também que o Governo Regional deve inscrever uma dotação no Orçamento Regional para 2021 para desenvolver este centro.
O projeto de resolução foi apoiado pelas bancadas da oposição (PS e JPP), tendo o deputado socialista Carlos Coelho realçado que “o 25 de Abril é mais do que um feriado” e “contra o fascismo não pode haver tolerância”.
O deputado do PSD Bruno Melim contrapôs que “esta proposta poderia ser uma ideia meritória, mas que esconde sentimentos de culpa do PCP”, que apoia regimes como o da Coreia do Norte, China e Venezuela.
Ainda destacou que a criação deste centro “implicaria custos e financiamento, numa altura de fundos escassos” devido à pandemia.
O líder parlamentar do CDS, António Lopes da Fonseca, vincou ”que são tão hediondos os regimes de extrema-direita como o de extrema-esquerda”.
Os deputados madeirenses também debateram uma proposta de decreto legislativo regional da bancada do PS que visa a “criação de uma comissão regional de proteção à pessoa idosa”.
A socialista Sofia Canha falou sobre o aumento de “processos judiciais envolvendo idosos por maus tratos e apropriação indevida dos seus bens”, sustentando que “se impõe a adoção urgente de medidas” porque “os abusos contra estas pessoas são cada vez mais frequentes” e deve ser “dado um passo para zelar pelo seu respeito no seio da família”.
O deputado do PSD Bruno Melim argumentou que nesta área “muito se pode a vir a fazer e a melhorar”, embora considerando que “há mais coisas feitas do que a fazer na região e o investimento deve ser contínuo”.
A também deputada social-democrata enfatizou ser preciso “proteger e dar dignidade aos cidadãos no seu todo” e “olhar para o que já existe” em termos de medidas de apoio à pessoa idosa na Madeira.
Mencionando que muitos “tratam, e bem, com carinho os seus animais”, apontou que devem ter “um papel mais ativo no cuidado dos que estão bem próximo”, nomeadamente as pessoas mais idosas.
“Devemos olhar ao que já existe e não criar mais comissões que não vão adiantar nada aos idosos”, vincou.
Numa intervenção no período antes da ordem do dia, o deputado do PS Sérgio Gonçalves criticou o que classificou de “propaganda” que o Governo Regional tem feito com os apoios ao tecido empresarial em período de pandemia da covid-19, tendo anunciando 161 ME.
O parlamentar indicou que “os valores não chegam às empresas” e o resultado vai ser “mais insolvências e desemprego”.
As propostas debatidas serão votadas em plenário na quinta-feira.
Comentários