"O PCP assume todas as suas responsabilidades fiscais, não especula com imobiliário, não promove `offshore´ como alguns de forma caluniosa querem fazer crer", afirmou Manuela Pinto Angelo, do Secretariado do Comité Central do PCP.

Intervindo perante os delegados no XX Congresso, a dirigente repudiou o "ataque desencadeado contra o PCP a propósito do seu património, deturpando e caluniando, mistificando a sua origem e natureza".

No "vasto arsenal de ataque ao partido", disse, inscreve-se ainda a lei do Financiamento dos Partidos e das Campanhas Eleitorais, que entrou em vigor em 2005, e que contem "um conjunto de "disposições antidemocráticas".

As "normas de intromissão" dessa lei são agravadas, acusou, pelas "interpretações abusivas da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos que "conduzem à aplicação de coimas inadmissíveis" e representam "uma inaceitável prática de ingerência e manipulação" que o PCP rejeita.

Segundo Manuela Pinto Angelo, o património acumulado do PCP não resulta "de favores ou compromissos com o capital" mas é o resultado de campanhas de fundos, de doações de "inúmeros militantes".

Um património que o PCP considera "elemento indissociável da identidade do partido e da sua independência política e ideológica", afirmou a dirigente.

O relatório de contas divulgado no XX Congresso indica que o PCP depende em 90% de receitas próprias e em dez por cento da subvenção pública.

O aumento do número de militantes que pagam quotas e o aumento do seu valor e o alargamento das contribuições são um dos objetivos fixados para os próximos quatro anos, disse a dirigente.

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