Estas posições foram transmitidas logo no início de um discurso que Paulo Raimundo proferiu num comício do PCP na Voz do Operário, em Lisboa.

O secretário-geral do PCP assinalou que a situação nacional está marcada pela demissão do primeiro-ministro, António Costa, “precipitada pelas investigações judiciais envolvendo membros do atual Governo”.

Investigações essas que, na sua perspetiva, “é preciso garantir a rápida clarificação e o apuramento de todas as responsabilidades com todas as consequências que daí decorram”.

O líder comunista insurgiu-se depois contra alguns que, “de forma oportunista”, falam de promiscuidade entre o poder económico e político a propósito do caso que derrubou o Governo de maioria absoluta do PS.

“Mas o que é extraordinário é que das suas bocas não se ouve uma única afirmação, uma única palavra que seja, sobre os fundamentos e as causas dessa mesma promiscuidade, o centro da corrupção: O sistema económico assente na acumulação capitalista. Aliás, não se ouve desses agora indignados uma palavra, uma única palavra sobre o maior foco de corrupção, o centro das negociatas que foram e são as privatizações”, especificou.

Uma acusação que dirigiu ao PS, PSD, CDS, Chega e IL “por nem um pio” darem sobre as “negociatas” das privatizações.

Para Paulo Raimundo, “por muito que tentem distrair, por mais factos que se possam criar, a verdade é que a demissão do primeiro-ministro e a queda do Governo são inseparáveis da sua política”.

“Uma política que não dá respostas aos problemas que a maioria da população e o país enfrentam, ao mesmo tempo que abre todas as portas ao aumento dos lucros e à concentração da riqueza nos grupos económicos e financeiros”, acusou.

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