“O PCP insistirá na defesa da conversão do Andante em título único, de todos os transportes, de toda a Área Metropolitana do Porto, respondendo às necessidades da população, aos seus problemas específicos, às áreas de grandes concentração populacional e garantindo as vantagens que decorrem para a mobilidade e o ambiente de uma política de promoção da oferta e condições de acessibilidade ao transporte público”, lê-se num comunicado divulgado hoje pelo PCP.

Para o PCP, a conversão do Andante em título único é “um elemento estruturante de uma política de transportes” que contribuirá para “reduzir os gastos familiares fixos com transportes”, assegurando aos utentes dos transportes públicos o acesso a uma oferta “diversificada e abrangente” e que permitirá “racionalizar e simplificar” a sua utilização para além das deslocações pendulares diárias, para trabalhar ou estudar.

Após notícias recentes, designadamente a entrevista ao jornal Expresso, publicada no sábado passado, onde o presidente da Câmara de Lisboa anunciava que havia feito uma proposta ao Governo para incluir a medida como uma proposta do Orçamento do Estado para 2019 para que o passe social não custasse mais do que 30 euros/mês em Lisboa e 40 euros/mês nos 18 municípios da área metropolitana, o PCP veio reforçar a ideia que já tinha defendido no passado sobre o Andante.

“As propostas que agora são alvo de tratamento noticioso poderão conduzir a opções que respondam aos problemas que o PCP tem identificado. Contudo, não podemos deixar de lembrar que o PCP propôs a consagração de o “Andante” como passe social intermodal da Área Metropolitana do Porto, como título em todos os transportes coletivos de passageiros e atualização do âmbito geográfico do respetivo zonamento. E, se esta questão ainda não está resolvida é porque PS, PSD e CDS a chumbaram, numa votação que contou com a abstenção do BE”, recorda o PCP no mesmo comunicado.

Atualmente, na cidade de Lisboa, o passe social Navegante válido para a empresa de autocarros Carris e o Metro custa 36,70 euros por mês, gratuito para crianças até 12 anos e com descontos para pessoas com mais de 65 anos e universitários, mas os preços do passe combinado aumentam para quem vive fora de Lisboa e que tem de usar outros transportes para chegar à capital, ficando bem acima de 100 euros.

“O PCP não desperdiçou, nem desperdiçará, nenhuma possibilidade de intervir e lutar para assegurar o direito das populações a transportes públicos de qualidade, fiáveis, regulares, acessíveis e a custos reduzidos para os seus utentes”, insistem os comunistas, recordando ainda que a “brutal redução e degradação da oferta de transporte” é o resultado de “congelamento do investimento”, “redução do número de trabalhadores abaixo dos mínimos operacionais necessários” e do “brutal aumento de preços”.

Os comunistas prometem ainda que os seus eleitos nos órgãos autárquicos e na Assembleia da República vão continuar "a intervir" para garantir que sejam "investidos os recursos indispensáveis" para a satisfação das necessidades de mobilidade das populações, com "mais e melhor serviço público de transportes, crescentemente assegurado por operadores públicos, também como fator de desenvolvimento económico regional e nacional".

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